<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3684286241343554018</id><updated>2011-12-11T19:16:33.692-01:00</updated><title type='text'>DarkAngel78-Vidya</title><subtitle type='html'>Neste blog serão expostos diversos textos interessantes, sobre os mais variados temas; Conto com a vossa opinião sobre estes mesmos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>DarkAngel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15057576399933990509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>20</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3684286241343554018.post-8551607180940670861</id><published>2011-02-26T15:59:00.000-01:00</published><updated>2011-02-26T16:06:31.014-01:00</updated><title type='text'>Atlântida, terra misteriosa</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Existiu na realidade o continente perdido da Atlântida ou a narrativa da destruição de uma ilha paradisíaca poderá ser apenas um conto moral? A história da Atlântida foi contada pela primeira vez por Platão como uma parábola para exemplificar como o Céu castiga os que adoram falsos deuses. Porém, simultaneamente, Platão sugere a autenticidade da narrativa, que servia a reminiscência de um terrível cataclismo, transmitida oralmente ao longo de centenas de anos. Mito ou realidade, a lenda da Atlântida tem inspirado uma pesquisa constante ao longo dos séculos; e muitos são os caminhos que levam aos Açores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num fim de tarde de 3500 anos antes de Cristo, o Verão no mar Egeu, calmo e longo, aproxima-se do seu termo. Os raios do Sol, no ocaso, incidem sobre uma ilha minúscula de recorte circular quase perfeito, tão bela com o seu vulcão ocre emergindo de um mar violeta que mesmo entre as ilhas do mar Egeu sobressai pela sua beleza. As andorinhas riscam o céu, volteando no poente rubro. A leve brisa da tarde agita os ramos das oliveiras. No porto reina a calma, agora que as tarefas do dia terminaram. Os pescadores regressam a casa com as suas presas brilhantes e prateadas. As ruas estreitas enchem-se de gente, que conversa e ri. Sentadas nas soleiras das portas, as mulheres tagarelam, enquanto das inúmeras olarias da cidade se ergue o alegre chiar da roda do oleiro. Terminado o dia de trabalho, os homens deixam os pomares e as vinhas e dirigem-se para casa. As sombras alongam-se em uníssono com a noite que cai. Então um calor estranho e sufocante envolve a cidade. O mar torna-se cor de chumbo. Das entranhas da terra vem um ruído surdo e abafado, intermitente primeiro, continuo em seguida. Os habitantes são tomados de pânico. Pressentem que o grande vulcão, cujo pico de cerca de 1500 m domina as suas vidas, está prestes a entrar em erupção e o deus que no interior do vulcão rege as forças que abalam a terra acordou do seu longo sono. No entanto, os habitantes não poderiam imaginar, ao abandonarem precipitadamente as casas levando consigo apenas alguns haveres apanhados à pressa, que a sua cidade, a ilha e também toda a sua civilização estavam prestes a ser destruídas por um cataclismo vulcânico que, segundo provas reunidas por vulcanólogos e sismólogos de épocas posteriores, é considerado como um dos mais violentos jamais ocorridos. Primeiramente surgiu um penacho de fumo negro e sufocante. Depois, entre explosões deflagrando de cone, desabou uma terrível chuva de pedra-pomes incandescente, seguida de cinzas. No auge do cataclismo o próprio vulcão, sujeito a enormes pressões internas, explodiu. Com um fragor que ecoou nos confins do Mediterrâneo (ou no Atlântico) e que certamente teve ressonâncias de fim do Mundo, grande parte da ilha desfez-se em pó. Finalmente, a câmara de magma sob o vulcão esvaziou-se, vomitando milhões de toneladas de rocha sólida – e o enorme vulcão abateu-se sobre si próprio, formando uma caldeira ou cratera de encostas abruptas de cerca de 60 km de perímetro. O mar precipitou-se nesse vazio, trazendo na sua esteira ainda mais horrores – os gigantescos tsunamis, maremotos desencadeados por tremores de terra ou erupções vulcânicas, que são provavelmente as mais aterradoras forças da Natureza. Ondas de cerca de 200 m de altura irradiaram da ilha, atingindo os litorais próximos com uma violência nunca igualada. Eis a sequência dos acontecimentos que destruíram a ilha há 3500 anos, tal como os cientistas de hoje a imaginam. Esta explosão, segundo os seus cálculos, produziu uma força destruidora equivalente a 500-1000 bombas atómicas. Uma terrível escuridão, provocada pela densa chuva de cinzas, caiu sobre o mar Egeu, (ou no Atlântico) mergulhando-o numa noite que se prolongaria por semanas. Durante algum tampo, a cinza continuou a cair e ainda hoje se encontram depósitos dela, designados por tephra, a mais de 60 m de profundidade sobre o que resta da ilha denominada Kalliste pelos antigos gregos. Actualmente, os cientistas crêem que o sucedido em Kalliste poderá constituir a chave para o enigma que tem preocupado historiadores e geógrafos desde os tempos do filósofo grego Platão (c. 427-347 a. C.). Platão, um dos fundadoras do pensamento ocidental, foi a nossa única fonte directa no que diz respeito a lenda da Atlântida e o seu relato fragmentado do continente tragado pelo mar ainda hoje excita as imaginações. A Atlântida de Platão era uma espécie de paraíso: uma grande ilha, «maior que a Líbia e a Ásia em conjunto» (Nesse tempo ainda não se conheciam as verdadeiras dimensões dos continentes) – com imponentes cadeias de montanhas, planícies luxuriantes onde proliferavam todas as espécies de animais, incluindo elefantes, e exuberantes jardins onde os frutos eram «belos e prodigiosos e em número infinito». Abundavam os metais preciosos, especialmente o mais apreciado pelos Antigos, o fabuloso e iridescente oricalco, uma liga de cobre – possivelmente latão. A capital da Atlântida, implantada exactamente no centro da ilha, era notável pelas proporções e magnificência dos edifícios públicos, onde as pedras brancas, pretas e vermelhas se combinavam harmoniosamente. Mais extraordinário ainda, talvez, era o projecto a que obedecera a construção da cidade, a qual se distribuía por cinco zonas, formando círculos concêntricos perfeitos. Os diversos portos eram servidos por um sistema de canais. Platão refere que o canal e o porto da capital se encontravam «repletos de embarcações e comerciantes vindos de todas as partes, imensa multidão que dia e noite ... produzia um rumor continuo, confundindo as vozes humanas com os mais variados sons». No centro da cidade erguiam-se o grande palácio e o templo – este mais sumptuoso ainda: «Todo o exterior do templo, exceptuando os pináculos, que eles tinham coberto de ouro, estava revestido de prata. No interior do templo, o tecto, de marfim, apresentava curiosos embutidos de ouro, prata e oricalco; todas as restantes partes, as paredes, os pilares e o solo, haviam sido recobertas de oricalco. No templo colocaram estatuas de ouro; ali se encontrava o deus que veneravam, de pé num carro – um auriga conduzindo seis cavalos alados – de tão grandes proporções que a sua cabeça atingia o tecto; a sua volta cem nereidas montavam golfinhos ...» Este auriga era Posidon, o deus dos mares, o que abala a Terra. Quando ele e seus divinos irmãos Zeus e Hades partilharam o mundo, a Atlântida coube a Posidon, que se tornou então o senhor todo poderoso da ilha e a povoou com os seus descendentes, uma raça nobre e protegida pelos deuses. Os dez reis da Atlântida, embora imensamente ricos e poderosos, governaram com sabedoria o enorme império que construíram. Inúmeras gerações de habitantes da Atlântida viveram em paz regidas por um sistema de leis que lhes fora transmitido por Posidon e cuja equidade suscitava admiração universal. Em determinado momento, porém, a sociedade da Atlântida entrou em decadência. O povo começou a adorar os falsos deuses da riqueza, do ócio e da luxuria. Platão, sempre pessimista em relação à natureza humana, escreve: «Quando a centelha divina começou a extinguir-se, frequentemente enfraquecida ante a matéria mortal, e a natureza humana tomou o lugar preponderante, então os habitantes da Atlântida, incapazes de arrostarem com o seu destino, comportaram-se indecorosamente e, para quem tinha olhos para ver, ficaram progressivamente privados do mais belo dos seus preciosos dons; porém, face àqueles que não tinham olhos para ver a felicidade autêntica, surgiam gloriosos e felizes no momento preciso em que a avareza e o poder iníquo os dominavam.» Foi durante esta época de corrupção que os habitantes da Atlântida se lançaram numa guerra para a conquista do Mundo, enviando poderosas frotas contra as outras ilhas e escravizando as populações das colónias estabelecidas nas costas do Mediterrâneo (ou no Atlântico). Atenas, a cidade consagrada a Atena, deusa da sabedoria, das artes e ofícios e da guerra, foi a única que conseguiu resistir-lhes. Os hoplitas atenienses, ou infantaria pesada, lograram conter o fluxo invasor. Esta vicissitude não foi, porém, a última. Os deuses tinham preparado um castigo implacável para os homens que haviam traído a antiga crença da Atlântida. E Platão prossegue: «Sobrevieram então terramotos violentos e inundações; e num dia e numa noite de infortúnio apenas ... a ilha da Atlântida desapareceu nas profundezas do oceano.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a versão de Platão, estes acontecimentos ocorreram numa antiguidade remota, há cerca de 12 000 anos. Platão situou a Atlântida no Grande Oceano, o Mar Ocidental, (no Atlântico) cujas ondas se erguiam para lá das Colunas de Hércules, o actual estreito de Gibraltar. Assim, a maioria das polemicas posteriormente geradas em torno da existência e da posição geográfica da Atlântida tem origem nesta localização no tempo e no espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a fonte do relato de Platão e até que ponto deve ser tida como certa. Quais as circunstâncias em que foi escrito e qual o seu objectivo ? Há apenas 100 anos, as cidades de Tróia e de Micenas eram, tal como a Atlântida, consideradas um mito. Os investigadores eram de opinião que a Ilíada, o poema épico de Homero que descreve o cerco de Tróia, se fundamentava na lenda e na imaginação. No entanto, a busca solitária de um autodidacta alemão, Heinrich Schliemann (1822-1890), estava destinada a anular os dogmas oficialmente aceites. Convencido de que a Ilíada se baseava em factos históricos, Schliemann utilizou-a como guia para o mundo perdido de Tróia. A sua grande aventura tornou-se um exemplo para muitos defensores da teoria da Atlântida. Nas palavras do príncipe Miguel da Grécia: «A reabilitação de Homero e a vitória, tardia mas definitiva, daqueles que nele acreditavam podem ser motivo de reflexão para os que põem em duvida a existência da Atlântida.» Poder-se-á, no entanto, defender Platão do mesmo modo que Homero ? A história da Atlântida difere da de Tróia num aspecto importante: não fazia parte de qualquer tradição oral. Não era uma lenda transmitida oralmente de geração para geração ao longo de séculos. Era a obra de um homem, Platão. A história da Atlântida surge em dois dos famosos Diálogos de Platão – Time e Critias. Estes Diálogos eram essencialmente transcrições dos debates filosóficos a que se entregavam frequentemente os intelectuais de Atenas. Platão tinha por habito animar o debate destas ideias secas, abstractas, apresentando-as sob a forma de alegorias, parábolas e outros artifícios literários. Imaginou um grande número de histórias a fim de tornar mais agradáveis e mais persuasivos os seus argumentos lógicos. Não será possível, e até mesmo provável, que a narrativa da Atlântida seja apenas uma destas fábulas imaginada para ilustrar uma tese filosófica. Nos Diálogos, o narrador e Critias, primo de Platão e também discípulo de Sócrates. Em três momentos distintos, Critias insiste na veracidade da narrativa citando o próprio Socrates como tendo afirmado que ele apresentava «a grande vantagem de ser um acontecimento verídico, e não um produto da imaginação».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crítias afirma ainda que a história lhe fora narrada pelo seu bisavô Dropides, que por sua vez a ouvira a Sólon. Esta afirmação, a ser verdadeira, é susceptível de conduzir a reflexão mesmo os mais cépticos, pois Sólon era conhecido em toda a Grécia pela sua probidade. Sendo o mais celebre legislador da Antiguidade Clássica, Sólon era ainda considerado o mais erudito dos Sete Sábios da Grécia. Viveu entre cerca de 640 e 558 a. C., dois séculos antes de Platão ter relatado a história da Atlântida – um lapso de tempo relativamente curto para que uma história deste tipo se mantenha viva por tradição oral. Sólon não confirmava a originalidade da história. Ele próprio tivera dela noticia durante uma viagem ao Egipto cerca de 590 a. C. Em Saís, uma cidade antiga no delta do Nilo, tivera contactos com os sacerdotes da deusa Neith. Estes homens possuíam elevada cultura e Sólon, sempre ávido de novos conhecimentos, interrogara-os sobre os tempos antigos. Um velho sacerdote referira pormenorizadamente os feitos heróicos dos seus próprios antepassados atenienses de há 9000 anos e o trágico destino da ilha da Atlântida. Impressionado pela narrativa, Sólon traduziu-a para o grego com a intenção de a converter num poema épico, pois, além de homem de Estado, era também um poeta notável. Não viveu no entanto o suficiente para realizar esta aspiração. É possível, portanto, que tenham sido os Egípcios, esses historiadores meticulosos obcecados pelo passado, com as suas tábuas e arquivos sagrados, quem preservou a história da Atlântida. Admitindo que a Atlântida existiu realmente, esta sua ligação com o Egipto reveste-se de enorme importância, pois significa que os Egípcios, além de terem conhecimento da existência da Atlântida, mantinham possivelmente relações comerciais com a ilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se esta relação com o Egipto é autentica, o carácter nebuloso da narrativa de Platão poderá ter-lhe sido conferido pelo próprio filosofo. E provável que este tenha transmitido a lenda numa forma muito semelhante àquela que ele próprio escutara, adaptando-a e transformando-a de acordo com exigências puramente literárias, pois assistia-lhe esse direito. É importante sublinhar que as intenções de Platão ao relatar a lenda da Atlântida eram mais filosóficas que históricas. Grande número de comentadores omite que, nos Diálogos, Platão se ocupa da sabedoria, das instituições e da influência de Atenas, e não da Atlântida. Os habitantes desta última formam. um contraste lógico com os antepassados de Sólon e do próprio Platão. Estes atenienses de antanho, que Platão designou por homens probos», haviam criado algo de semelhante ao Estado ideal que o filosofo apresenta na sua Republica. Assim, a história da decadência da Atlântida seria um pano de fundo sobre o qual se recortam mais nitidamente as virtudes deste Estado filosófico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns escritores clássicos, contudo, não encaravam seriamente esta parábola de Platão. O seu discípulo Aristóteles sustentava que ela era apenas uma invenção poética destinada a realçar a narrativa e que Platão criara a Atlântida com o único propósito de à afundar no final da história. Muitos outros escritores adoptaram uma posição semelhante. Outros ainda, porém, hesitavam. Crantor, que viveu cerca de 300 a. C. e foi o primeiro comentador das obras de Platão, afirmava que a descrição da Atlântida era rigorosa em todos os seus pormenores. Crê-se que Crantor chegou mesmo a ir ao Egipto para verificar as fontes de Sólon na sua origem. Alguns séculos mais tarde, Possidónio (c. 135-50 a. C.), sábio e filósofo estóico, afirma a crença de Platão quanto à autenticidade da história. Realidade ou ficção. É uma polemica que se arrasta há cerca de 23 séculos, que estimulou as mais extravagantes fantasias e deu origem a inúmeras e complicadas pesudociencias. A Atlântida tornou-se o campo propício onde se movimentam os iniciadores de falsas religiões, praticantes de ciências ocultas e magia negra, espiritas, videntes e escritores de ficção cientifica, despertando simultaneamente a atenção de arqueólogos idóneos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porquê a eterna fascinação da Atlântida, o continente perdido? Ela foi pretexto de inúmeros mitos, uma terra idílica situada na direcção Oste, no caminho do Sol poente ... o jardim das Hespérides, onde os frutos das macieiras eram de ouro ... os Campos Elísios ... o país dos Hiperbóreos – todos localizados no vasto Mar Ocidental que, segundo se cria, tragara a Atlântida. Na Idade Media e no Renascimento, atribuía-se a mesma localização às lendárias ilhas Felizes, às ilhas dos Bem-Aventurados e á ilha de S. Brandão. Quando a geografia é consequência da imaginação, surgem possibilidades ilimitadas; assim, o pensamento pré-moderno povoou os mares de ilhas Fabulosas, terras de leite e mel onde os vivos e os mortos se reuniam numa eterna ventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história e a lenda contém inúmeras referências a ilhas que foram tragadas pelo mar – a misteriosa ilha de Avalon do rei Artur, por exemplo. Este conceito não é totalmente fantasista. O aparecimento de ilhas vulcânicas que emergem e seguidamente desaparecem no mar e um facto que se verifica no oceano Atlântico, nos Açores isso já aconteceu. (Ex. Ilha Sabrina) e próximo da Islandia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Platão indica claramente que a Atlântida se situava no oceano Atlântico, o que levou um certo número de investigadores a procura-la nessa área, persuadidos de que existira outrora um imenso continente no meio do oceano. Segundo esta teoria, os Açores, as ilhas de Cabo Verde, as Canárias e a Madeira seriam os cumes das montanhas da Atlântida e o que permanece visível de um continente perdido. Só no século XV, com os descobrimentos europeus, a Atlântida saiu da lenda e foi aceite como realidade. Os cartógrafos da época incluíram-na nos seus mapas, embora tivessem apenas a imaginação como ponto de referência. Aquando da descoberta da América, esta foi rapidamente identificada como sendo a Atlântida, não obstante a pertinente objecção de que se tratava de terra seca que nunca estivera submersa. Tais lapsos e incertezas em nada contribuíram para desencorajar um renovado interesse pelo continente perdido. Tinha-se iniciado a pesquisa histórica da Atlântida. No século XIX, culminando uma proliferação de teorias e antiteorias, surge: uma nova «ciência» – a atlantologia. Um dos primeiros atlantologos celebres foi Ignatius Donnelly, político americano e membro do Congresso dos Estados Unidos da América. Em 1882, Donnelly publicou a sua obra-prima, Atlântida: o Mundo Antediluviano, estudo que; obteve grande êxito, tornado-se a bíblia da atlantologia. A tese de Donnelly baseava-se em certas semelhanças que observara entre as civilizações pré - colombianas da América e a antiga cultura do Egipto. Donnelly citava entre outras a construção de pirâmides, a arte de embalsamar, o estabelecimento de um calendário de 365 dias e a tradição do Dilúvio. Estava persuadido de que as duas civilizações tinham uma origem comum, um continente que existia entre o Velho e o Novo Mundo antes do Diluvio, e que, uma vez submerso este continente, duas culturas tinham surgido, uma a Oriente, outra a Ocidente: Na elaboração da sua teoria, Donnelly recorreu profusamente à ciência da época, associando com considerável erudição e habilidade literária a arqueologia, mitologia, linguistica, etiologia, geologia, zoologia e botânica. Esta miscelânea cientifica estava destinada a um futuro brilhante, proporcionando uma fonte inesgotável a uma extensa série de seguidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que secundavam Donnelly dispunham de grande número de teorias para apoio das sua causa. A atlantologia surgia como solução para muitos enigmas consagrados. Os misteriosos hábitos de reprodução das enguias, por exemplo, as quais, partindo da Europa, atravessam o Atlântico numa viagem longa e arriscada para desovar no mar dos Sargaços, eram explicados pela sua experiência passada nos rios da Atlântida. A Atlantida era considerada a pátria original dos Bascos, povo sem afinidade rácica e linguística com os outros povos europeus, e das tribos de Índios brancos, encontrados, por exemplo, na Venezuela. Os Guanches, aborígenes das ilhas Canárias que viviam em cavernas e que foram eliminados quando os Espanhóis conquistaram as ilhas, eram certamente descendentes dos habitantes da Atlântida. De elevada estatura e pele branca, possuíam uma língua escrita indecifrável. O deus pré-colombiano, branco e de barbas, a quem os Maias chamavam Kukulcan, os Toltecas, Quetzalcoatl, e os Incas, Viracocha, e que viera do Oriente por mar e fora portador de uma civilização, só da Atlântida podia ser originário. Qual o fundamento das teorias de Donnelly à luz das ciências modernas, em especial da geologia dos oceanos, que nos últimos 30 anos conheceu um desenvolvimento notável ? Grande parte das analogias indicadas por Donnelly era suficientemente inquietante para causar acesa controvérsia na época; actualmente, porém, não existe qualquer duvida de que a sua teoria continha uma infinidade: de equívocos. Donnelly pretendeu demonstrar que praticamente todos os enigmas do Mundo estavam de certo modo relacionados com a Atlântida e, ao tentar justifica-los, expôs-se a critica de que nada conseguira realmente provar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A base sobre a qual as teorias de Donnelly se fundamentam – a Atlântida estava localizada no meio do oceano Atlântico – tem sido vigorosamente contestada. Os estudos oceanográficos do fundo do mar e da formação dos continentes revelam que em parte alguma dos 82 217 000 km2 do Atlântico se encontra qualquer prova da ocorrência de um cataclismo com as proporções do que teria atingido a Atlântida, ou de que este continente tenha alguma vez existido. De norte a sul estende-se uma enorme cadeia de montanhas com cerca de 20 000 km de comprimento, que emerge nos Açores, e em outros sitios, como a Islândia, a ilha Brasileira de Fernando de Noronha, as ilha de Ascenção, entre outros. No entanto, embora se trate de facto de uma cadeia de montanhas de origem vulcânica, esta encontra-se «em expansão» – elevando-se para a superfície –, enquanto a Atlântida se encontraria em afundamento. Para refutar a teoria de Donnelly, foram necessários o equipamento e os técnicos modernos. Em 1912, porém, a história da Atlântida era suficientemente convincente para ressuscitar a imaginação de um público crédulo. Nos Estados Unidos foi o expoente máximo do jornalismo sensacionalista. Há alguns anos o New York American de William Randolph Hearst proclamava em grandes parangonas: «Como encontrei o continente perdido da Atlântida, fonte de toda a civilização.» O artigo está assinado pelo Dr. Paul Schliemann, apresentado como um certo do descobridor de Tróia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor do artigo pretendia ter na sua posse documentos secretos legados pelo seu celebre avô, os quais continham estranhas revelações acerca do continente perdido da Atlântida, de enorme importância para o mundo civilizado. Era uma história dramática, ou antes, melodramática. Os documentos encontravam-se num sobrescrito selado com a inscrição: Só poderá ser aberto por um membro da família [Schliemann] após juramento solene de que dedicará a sua vida as investigações descritas nos documentos anexos.» Paul Schliemann fez o juramento e abriu o misterioso sobrescrito. A primeira indicação nele contida determinava que quebrasse um vaso encimado por um mocho que fora guardado com os documentos. Dentro do vaso, Schliemann encontrou uma curiosa moeda quadrada, feita de uma liga branca desconhecida, com uma inscrição em caracteres fenícios: «Procedente do Templo das Paredes Transparentes.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com entusiasmo crescente, Schliemann percorreu as anotações do seu avô, encontrando uma referência a um grande vaso de bronze que fora descoberto nas escavações de Tróia, o qual ostentava uma inscrição intrigante: «Oferecido por Crono, rei da Atlântida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Schliemann contava que partira então numa viagem à volta do Mundo em busca de novas provas. Pretendia ter descoberto dois manuscritos que confirmavam o relato de Platão, segundo o qual a Atlântida se afundara no oceano Atlântico. Um deles, conservado em Londres, era de origem Maia; o outro, guardado num mosteiro tibetano, era um documento caldeu com mais de 4000 anos. Ambos provavam que haviam existido povos civilizados antes do diluvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo de Schliemann terminava prometendo novas revelações surpreendentes. A sua história, composta por todos os elementos de uma clássica história de suspence acrescida do mistério antigo, fez sensação em muitos países. Revelou-se, no entanto, uma história sem conclusão. As revelações prometidas nunca se tornaram realidade. Paul Schliemann desapareceu simplesmente e desde então nunca mais se ouviu falar dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os mistificadores como Paul Schliemann, para os amadores de partidas, cabalísticos e excêntricos de todo o género, a história da Atlântida possui uma atracção irresistível. Porém, enquanto ocultistas e visionários que gravitam nos aspectos superficiais do culto dominando os grandes títulos, existe um número igualmente importante de estudiosos honestos, os quais a publicidade ignora. Estão neste número os historiadores, geógrafos, escritores, políticos, botânicos, oceanógrafos, arqueólogos, poetas, linguistas e até o cientista britânico Frederick Soddy, Laureado com o Prémio Nobel de Química em 1921.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Atlântida é susceptível de atrair os mais diversos espíritos. Já fez correr rios de tinta. Recentemente, um jornalista perito em arqueologia, o almejado C. W. Ceram, revelou que existem cerca de 20 000 obras sobre o assunto. Um dos mais estranhos episódios da saga da Atlântida relaciona-se com o profeta e vidente americano Edgar Cayce (1877-1945). Cayce, um fotógrafo de sucesso, ganhara renome como curandeiro, e, quando em transe hipnótico, tinha visões surpreendentes, que frequentemente diziam respeito à Atlântida. Afirmava que grande número dos seus «clientes» eram habitantes da Atlântida reencaminhados, que possuíam uma característica comum – um conhecimento invulgar de assuntos técnicos. A sua descrição da Atlântida, que se manifestou no decurso de centenas de transes entre 1923 e 1944, era extraordinariamente semelhante à de Platão, embora se acreditasse que Cayce nunca lera os livros. A sua Atlântida possuía uma civilização de elevada técnica e se haviam guindado a níveis altamente sofisticados. Os habitantes da Atlântida haviam dominado todas as Fontes de energia, particularmente a energia atómica, e conheciam os princípios do voo. O seu mundo fora destruído em três holocaustos nucleares distintos ocorridos nos anos 50 000, 28 000 e 10 000 a. C. Esta última data corresponde aproximadamente à indicada por Platão para a catástrofe que assolou a Atlântida. Cayce revelou, no entanto, que os habitantes, na sua maioria, escaparam ao aniquilamento, pois haviam previsto as calamidades que se aproximavam. Assim, dispersaram-se para Leste, para o Egipto, e para Oeste, para o Peru e México, preservando de certo modo o seu património cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As visões de Cayce, embora em parte com subjectividade e com pontos obscuros, permitiram distinguir dois elementos essenciais. Em primeiro lugar a Atlântida por ele descrita como situada entre o golfo do México e o estreito de Gibraltar apresenta semelhanças notáveis com os Estados Unidos do último quartel do século XX. Cayce acrescentou ainda que foram os cientistas e os técnicos da Atlântida que provocaram a sua própria destruição pelo uso indevido dos perigosos conhecimentos que haviam alcançado. é possível que a visão de Cayce fosse, na realidade, um premunição – que a sua visão se apresentasse o passado remoto, mas o futuro imediato da América industrializada. A sua mensagem parece ser uma esclarecida advertência à sociedade moderna. As ideias de Cayce são positivamente moderadas quando comparadas com certas teorias. Alguns entusiastas situam a Atlântida no domínio da teoria cientifica, transformando os antigos marinheiros da ilha em seres extraterrestres e equipando-os com naves espaciais, pistolas laser e raios cósmicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os quiméricos pesquisadores da Atlântida já descobriram o continente perdido numa imensa variedade de locais, tais corno os Andes, o Tibete, a Austrália, o Caucaso, a América do Sul, a bacia do Amazonas, Spitzberg, a Líbia, o Pais Basco, a índia, Marrocos, o deserto do Gobi, o Egipto, o México, Ceilão, a China, a Tunísia, a Suécia, nos Açores , no Saara, na Sibéria, o mar do Norte e o oceano Pacifico. Não é, pois, surpreendente que, fazer a ideias de tal futilidade, os cientistas tenham tendência para encarar qualquer mérito à Atlântica com um céptismo que em 1958, uma observação levada a cabo nas Baamas conduziu a uma nova descoberta que iria fornecer material aos fantasistas da Atlântida, com novos acontecimentos para os verdadeiros investigadores. O Dr. J. Manson Valentine, zoólogo americano e mergulhador experimentado, notou algumas estranhas estruturas no leito do oceano, cujo traçado geométrico só era claramente visível do ar – polígonos regularas, círculos, triângulos, rectângulos e linhas rectas que se prolongavam por muitos quilómetros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1968, o Dr. Valentine descobriu ao largo da pequena ilha de Bimini do Norte uma enorme «muralha» submersa com várias centenas de metros de comprimento. A muralha apresentava duas ramificações perfeitamente rectas e perpendiculares. Eram formadas por blocos de pedra quadrados com mais 4,5 m de lado. Ao prosseguir a sua exploração, revelou-se-lhe uma estrutura muito mais complexa, que com os seus cais e o seu molhe duplo se assemelhava a um porto submerso. O francês Dimitri Rebikoff, engenheiro e mergulhador experimentado, dirigiu-se ao local. Pioneiro da fotografia submarina e inventor do torpedo Pegasus, Rebikoff procedeu ao levantamento completo da zona utilizando os processos mais modernos. Rapidamente as águas azuis e límpidas das Baamas encheram-se de mergulhadores e, com igual rapidez, teve inicio a controvérsia em relação às muralhas. Alguns observadores afirmavam que estas eram sem sombra de duvida de origem natural. Com igual segurança se pretendia que elas faziam parte de uma estação arqueológica sem precedentes, cujas enormes estruturas construídas pelo homem revelavam a existência de uma civilização avançada numa antiguidade remota. Mas quem talhara estas enormes pedras ? Os peritos foram extremamente cautelosos na identificação dos seus construtores. A hipótese de serem povos pré-colombianos – os Olmecas e os Maias – foi abandonada. Pensou-se também nos arquitectos de Tiahuanaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apontaram-se semelhanças com Stonchenge e os misteriosos desenhos traçados nas areias do deserto de Nazca. Estas teorias, por si só ultrapassaram as conjecturas. As descobertas do Dr. Valentine provocaram novas ondas de especulação. Mais uma vez se sugeriu a existência de seres extraterrestres. Realçou-se que Bimini do Norte se encontra no Triangulo das Bermudas, zona oceânica famosa pelos seus mistérios. E, fatalmente, tornou a falar-se da Atlântida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A geologia da zona indicava que a inundação da plataforma das Baamas fora causada pela fusão dos glaciares do pólo, provocando a elevação do nível das águas dos oceanos. Este facto levaria a atribuir as ruínas de Bimini do Norte a data provável de 8000 a 7000 a. C. e anularia todas as teorias actuais relativas ao povoamento das América e a origem das suas civilizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dúvidas originadas pelas descobertas em Bimini do Norte foram posteriormente relegadas para segundo plano devido a uma dessas estranhas coincidências que surgem infalivelmente sempre que é abordado o enigma da Atlântida. Segundo constou, Edgar Cayce previra todos estes acontecimentos ao afirmar que a Atlântida ressurgiria das águas de Bimini do Norte, facto que viria a verificar-se em 1968 ou 1969. Os grandes templos da Atlântida, dissera, seriam encontrados «sob o sedimento dos séculos e sob as ondas do mare.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cientistas idóneos que procuravam uma explicação racional para estas descobertas reagiram de forma característica, e compreensível, a esta intervenção póstuma do vidente americano (falecido em 1945). Assim, rejeitaram toda e qualquer teoria relacionada com a Atlântida de Platão. Se, na verdade, as ruínas haviam sido submergidas como resultado do lento degelo dos glaciares, onde estava a catástrofe súbita e de enormes proporções, que tragara o continente. As opiniões acerca de Bimini do Norte mantém-se inconcludentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O consenso geral inclina-se para que as estruturas sejam «provavelmente artificiais» e datam de um período bastante antigo». Mas na busca da Atlântida poderia rejeitar-se, assim tão simplesmente, a hipótese Bimini? E se Platão ou Sólon se tivessem equivocado quanto à situação da ilha e se Sólon tivesse interpretado erradamente as informações dos sacerdotes egípcios? Estes haviam utilizado a expressão «o verdadeiro mar», o que não significaria necessariamente o Atlântico. De igual modo, os Gregos podiam ter sido induzidos em erro ao supor que os «estreitos» mencionados fossem as Colunas de Hércules, dado que existem outros estreitos mais próximo do delta do Nilo. Além disso, embora se admite que os Egípcios tivessem realizado longas viagens em jangadas de papiro, não eram propriamente um povo de navegadores e os seus conhecimentos dos oceanos foram em grande parte adquiridos através de outros povos, como os Fenícios e os Cretenses, que se dedicavam ao comercio marítimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cepticismo que a situação geográfica atribuída à Atlântida pelos Egípcios inspirou levaria a considerar Bimini do Norte como uma localização possível para a ilha e, simultaneamente, a seguir uma outra linha de pensamento. E provável que os Egípcios, pouco conhecedores dos mares, situassem um continente vasto e misterioso como a Atlântida num oceano distante, é improvável que admitissem que esta se encontrava muito mais próximo – no mar Egeu. Privados de qualquer informação concreta em que se pudessem basear, teriam os Egípcios pensado que a Atlântida se situava a milhares de quilómetros para além dos seus horizontes ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A erupção vulcânica de grande amplitude ocorrida na ilha de Kallisté corresponde sem dúvida à catástrofe descrita por Platão. Existem, além disso, provas concludentes de que, antes da tragédia, florescia no Mediterrâneo Oriental uma civilização avançada e decadente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1967, o eminente arqueólogo grego Spyridon Marinatos iniciou escavações na ilha de Kalliste, nas ruínas de uma antiga cidade soterrada sob a cinza, local que veio a ser designado por Pompeia do mar Egeu. Esta ilha, actualmente conhecida por Santorino ou Tera, é a mais meridional das ilhas Cíclades. Dois anos antes, os cientistas americanos Dragoslav Ninkovich e B. C. Heezen haviam reconstituído com rigor notável o cataclismo ocorrido em Santorino há 3500 anos, tendo-o então comparado com uma erupção mais recente, em Agosto de 1883 – a de krakatoa, no estreito de Sonda, entre Java e Samatra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sequência dos acontecimentos nesta expulsão encontra-se documentada e segue um esquema quase idêntico ao de Santorino. A erupção de krakatoa foi ouvida a cerca de 4800 km de distância. As cinzas ergueram-se a 80 km de altura e, ao caírem, cobriram uma área de 780 km2. A diferença fundamental é que as forças libertadas em Santorino superaram quatro vezes a intensidade das de Krakatoa. É possível obter uma imagem mais exacta. das proporções desta destruição considerando que as vagas sísmicas de Santorino atingiram uma altura de cerca de 200 m, enquanto as de Krakatoa, apenas com 35 m, causaram a morte de cerca de 36 000 mil pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Santorino, a inexistência de quaisquer vestígios humanos além de alguns ossos e dentes calcinados permite pensar que os habitantes tiveram tempo para fugir antes da explosão da ilha – tal como, segundo Plínio, aconteceu a grande parte dos habitantes de Pompeia. E no entanto duvidoso que alguém tenha sobrevivido aos efeitos devastadores da erupção. A morte que os surpreendeu deve ter sido partidariamente horrorosa. Atingidos nos seus barcos superlotados por pedaços flutuantes de pedra-pomes, devem ter sido queimados vivos pela chuva de rochas e cinzas incandescentes e por fim tragados pelas vagas gigantescas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é possível afirmar por quanto tempo se arrastou a destruição – dias ou semanas. Sabe-se, porém, que os efeitos se fizeram sentir por toda a zona leste da bacia do Mediterrâneo. As cinzas, levadas para sudeste pelos ventos de Verão, afastaram-se 700 km do vulcão, depositando-se numa área superior a 300 000 km. Entre 1945 e 1965 procedeu-se à colheita de amostras de sedimentos no leito do mar Mediterrâneo, sendo então possível determinar a dispersão atingida pelas cinzas. Os oceanografos descobriram uma camada de pedra de Santorino com 2 m de espessura, a 140 km do vulcão e a uma profundidade de 3000 m.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cinzas alcançaram as costas da Ásia Menor, da Palestina e do Egipto. O delta do Nilo foi gravemente atingido. Alguns cientistas aventaram mesma a hipótese de que certos episódios bíblicos se teriam inspirado inteiramente nos efeitos da erupção de Santorino. As Dez Pragas do Egipto podariam estar relacionadas com a queda das cinzas, e a separação das águas do mar Vermelho, que permitiu aos Hebreus fugir do faraó, estaria provavelmente relacionada com as vagas sísmicas. O mar teria recuado antes da chegada dos tsunamis, os quais seriam suficientemente poderosos para arrasar um exército.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cratera vulcânica de Santorino é uma das mais extraordinárias paisagens naturais do Mediterrâneo. No centro, onda anteriormente se cingiu o vulcão, existem dois blocos de lava negra, denominados Palea Kameni e Nea Kameni, o que significa A Valha Ilha Queimada e A Nova llha Queimada. Embora destas ilhas tenham surgido muito depois do cataclismo, delas erguem-se por vezes penachos de fumo, derradeiros vestígios de actividade vulcânica naquela zona. A paisagem assemelhasse à superfície da Lua, calcinada, esburacada, escarpada e sinistra. Santorino e as ilhas próximas, Thensia e Aspronisi, são tudo o que resta da ilha outrora fértil que deveria ter sido a Atlântida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora hoje em dia a zona do mar Egeu não apresente praticamente actividade vulcânica, está ainda sujeita a frequentes tremores de terra. No dia 9 de Julho de 1956, as 5 h. da manha, Santorino sofreu nova tragédia. O abalo de terra atingiu 7-8 na escala de Richtcr, seguindo-se-lhe vagas sísmicas de mais de 24 m de altura, provocando mais de 50 mortos, 200 feridos e 2400 casas destruídas. Actualmente são ainda visíveis vestígios desta calamidade, sobretudo na sombria e estranha cidade de Ios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aspecto decadente de Ios contrasta violentamente com o ambiente de Akrotiri, no outro extremo da ilha. Em Akrotiri, de momento a mais famosa zona de escavações da Grécia, mantém-se vivo o espirito explorador. Situa-se numa pequena ravina onde a camada de pedra, relativamente pouco espessa (cerca de 9 m), tornou possível as escavações. Comparada com Pompeia, Akrotiri, estação arqueológica da Idade do Bronze, não é espectacular; porém, a lenda da Atlântida é uma poderosa atracção, e todos os anos milhares de visitantes sobem os 587 degraus da Escadaria de Phira para observar as escavações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Outono ou no Inverno, em dias de boa visibilidade, é possível avistai a ilha de Creta, 110 km a sul de Akrotiri. Os principais efeitos do cataclismo de Santorino não pouparam Creta. As vagas sísmicas atingiram a ilha meia hora após a sua formação em Santorino. Dependendo a velocidade a que se deslocam estas vagas da profundidade do mar e sabendo que entre as duas ilhas a profundidade media e de cerca de 1000 m, é possível concluir que os tsunamis atingiram uma velocidade de 355 km/h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas enormes muralhas de égua, que ao atingirem Creta se erguiam a cerca de 90 m de altura, fustigaram o litoral norte, densamente povoado, arrasando grandes portos como Amnisos, que servia Cnossos, a capital, destruindo cidades e palácios e fazendo inúmeras vitimas. Toda a zona leste da ilha ficou soterrada sob uma densa camada de cinzas que destruiu as colheitas e contaminou o solo durante anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cnossos, situada no interior, não foi afectada; porém, os outros centros culturais da zona leste foram abandonados, verificando-se uma grande migração para o oeste da ilha, menos atingido pelas vagas. No entanto, a economia cretense fora tão brutal e repentinamente destroçada que jamais se recomporia. A idade de ouro da civilização minóica atingia o seu termo, aniquilada num só dia pelas forças libertadas cm Santorino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Egípcios tiveram certamente conhecimento destes factos que, para além de tudo, se relacionavam com calamidades seu próprio pais. Tinham decerto conhecimento de que o mar tragara uma pequena ilha e que Creta, a grande; ilha que tão bem conheciam, tinha sido devastada. Os Cretenses, a quem os Egípcios chamavam Keftiou, mantinham há anos relações comerciais com o Egipto. Os Egípcios teriam concluído que os Cretenses haviam desaparecido repentinamente, pois os seus barcos não voltaram a demandar os portos do Nilo. Assim, para os Egípcios aquela ilha rica e fértil a nordeste deixara de existir, e a lembrança da sua extinção estava associada á memória da grande catástrofe que abalara a zona leste do Mediterrâneo. Nascera a lenda da Atlântida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a cultura da civilização utópica que é o fulcro do mito da Atlântida. Nesse aspecto verifica-se uma semelhança notável entre a descrição da Atlântida deixada por Platão e a sociedade minóica antiga descoberta em Cnossos, na ilha de Creta, na primeira década de 1900, pelo arqueólogo inglês Sir Arthur Evans. Anteriormente à destruição pela catástrofe de Santorino, Creta fora um próspero império insular, possivelmente a principal potência do Mediterrâneo, e o cenário onde florescera a primeira e a mais original forma de civilização requintada do Ocidente. Os barcos de Creta escalavam todos os portos do Mediterrâneo. Os Cretenses eram navegadores destemidos, comerciantes sagazes e construtores e urbanistas altamente competentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actualmente os Cretenses são mais conhecidos pela espectacular prática de saltar sobre os touros, um desporto ou, possivelmente, um culto. As cidades possuíram banhos, sistema de esgotos e outros meios que lhes asseguravam o conforto material. A ilha, extensa, montanhosa e fértil, mas sujeita a tremores de terra, constituía, no mundo antigo, uma espécie de encruzilhada indiscutivelmente próspera. De súbito, após 500 anos, esta notável potência marítima, no auge da sua gloria, cai misteriosamente no esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As suas semelhanças com a Atlântida de Platão são de facto evidentes; no entanto, seria impossível que Platão ou Sólon as reconhecessem, pois a antiga civilização minóica era desconhecida na Grécia da Antiguidade Clássica. Homero apenas faz referência a uma civilização muito mais tardia em Creta: no meio do oceano cor de vinho existe Creta, um pais belo e fértil rodeado pelo mar. Nele vivem inúmeros homens e existem 90 cidades; uma língua mistura-se com outras ...» De qualquer modo, esta descrição contem algo da Atlântida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há apenas 100 anos os principais centros da civilização minóica, Cnossos, Festos e Hagia Triada, não eram conhecidos. Os Minóicos estavam esquecidos, como no tempo de Platão. Quando Evans fez as suas notáveis descobertas, ninguém admitiu, a principio, as semelhanças entre esta cultura redescoberta e a Atlântida, exceptuando um certo K. T.. Frost, que em 19 de Fevereiro de l909 publicou as suas teorias num artigo em The Times de Londres. A hipótese minóica não voltou provavelmente a ser referida até 1939, ano em que na revista Antiquity surge um artigo assinado por Spyridon Marinatos. As descobertas efectuadas durante as escavações do porto de Amnisos alertaram Marinatos para a possibilidade de a destruição da civilização minóica estar ligada a erupção de Santorino. No entanto, foi apenas em 1967, aquando das suas descobertas em Santorino, que esta teoria se consolidou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas imagens – a da esplendorosa cultura cretense que floresceu e subitamente se extinguiu, e que hoje sabemos ter existido, e a da Atlântida, o lendário continente perdido – pareceram então ajustar-se: Kaliste, a Atlântida da fábula, era apenas um posto avançado da brilhante civilização cretense. Verificam-se ainda certas discrepância de pormenor que podem perfeitamente atribuir-se á liberdade poética utilizada por Platão. A grande capital circular da Atlântida não terá nunca existido, e a sua menção pelo filósofo deve-se ao facto de que o circulo é um símbolo da perfeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subsiste, no entanto, o confuso problema da datação, é possível que, ao atribuir à Atlântida uma existência de 9000 anos antes, Platão tivesse cometido um erro ao multiplicar as datas por dez. Admitindo esta hipótese, Platão teria querido dizer 900 anos, o que já faria sentido: 900 anos antes da viagem de Sólon ao Egipto situariam a destruição da Atlântida no ano 1500 a. C. aproximadamente. Desconhecem-se, além disso, outras culturas avançadas que tenham florescido em 12 000 a. C. Será então possível desmistificar a Atlântida e considera-la um problema histórico para o qual se encontrou solução?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certo modo, o mito da Atlântida não pode morrer, pois está contido em mitologias de outros países. Na índia, designadamente os poemas épicos Maaharata e Ramaiana incluem as suas versões da Atlântida. Também o Egipto possui o seu continente perdido expresso na lenda da ilha do Condenado ou do Dcagio, lenda que data do Império Médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, mesmo as impressionantes provas cientificas em que a teoria de Santorino se apoia tem sido contestadas, assistindo-se actualmente a elaboração de uma outra teoria que localiza a Atlântida na ilha de Heligolândia, no mar do Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir, poderá acrescentar-se que. presentemente é a teoria de Santorino e dos Açores aquelas que reúnem mais probabilidades de constituir a solução para o enigma da Atlântida, não estando, contudo, inteiramente provadas nem uma nem a outra. A Atlântida permanece assim como desde sempre – um dos mais duráveis mistérios da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Autor do texto: MAY VEBER&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3684286241343554018-8551607180940670861?l=darkangel78-vidya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/feeds/8551607180940670861/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2011/02/atlantida-terra-misteriosa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/8551607180940670861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/8551607180940670861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2011/02/atlantida-terra-misteriosa.html' title='Atlântida, terra misteriosa'/><author><name>DarkAngel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15057576399933990509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3684286241343554018.post-4392107519192486083</id><published>2010-09-06T14:07:00.000Z</published><updated>2010-09-06T14:11:08.437Z</updated><title type='text'>OS SUMÉRIOS E O POVO HANUNNAKI</title><content type='html'>&lt;h2 style="margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;" align="left"&gt;      &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;     &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;   &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;             &lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;             &lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial,sans-serif;"&gt;    &lt;a href="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/nibiru1.jpg"&gt;    &lt;img src="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/nibiru1_small.jpg" image="nibiru1.jpg" align="left" border="2" width="224" height="107" /&gt;&lt;/a&gt;Os     sumérios descreviam nosso sistema solar como um conjunto de 12     corpos celestes significativos. Na linguagem    &lt;a href="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/astrologia_1.html"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;zodiacal&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;,     estes astros são todos chamados "planetas", embora, entre eles, os     antigos incluíssem a Lua e o Sol. Isso significa que os     mesopotâmicos, não somente possuíam um inexplicável conhecimento     astronómico; eles também afirmavam a existência de planetas que     somente a ciência contemporânea pôde reconhecer, como o longínquo     Plutão, hoje destituído de seu &lt;i&gt;status&lt;/i&gt; planetário; os     misteriosos Úrano e Saturno e o até hoje desconhecido porém     procurado 12º planeta, este que os sumérios denominavam Nibiru. Ora,     se os sumérios, há 6 mil anos, estavam correctos em relação aos nove     planetas reconhecidos hoje, porque não poderiam estar igualmente     correctos, em relação a Nibiru? &lt;/span&gt;   &lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: normal;" align="justify"&gt;   &lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Há seis    mil anos atrás, os Sumérios conheceram um planeta chamado Nibiru. Era o    planeta de origem de um povo descrito pelos antigos como "raça dos    deuses". Os nativos de Nibiru visitaram a Terra no passado influenciando    decisivamente a cultura humana. Artefactos e tabuletas cuneiformes de    argila e pedra encontradas no Iraque referem-se claramente a um planeta    de onde vieram viajantes cósmicos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;             &lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial,sans-serif;"&gt;    Aos poucos, a pesquisa sobre Nibiru começa a aparecer, ainda que o     planeta seja chamado por outros nomes, como &lt;&gt;, &lt;i&gt;12º planeta&lt;/i&gt;     ou "planeta da cruz" (&lt;i&gt;Planet of the crossing&lt;/i&gt;). Os sumérios     tinham doze corpos celestes em seu &lt;a href="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/astrologia_1.html"&gt;    &lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;zodíaco&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, contando o sol e a lua e     mais DEZ Planetas que, afirmavam, pertencem ao nosso sistema solar.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   Hoje os cientistas estão procurando por este planeta misterioso nos     confins do espaço; a NASA está empenhada nesta pesquisa e os     especialistas investigam porque já têm certeza de que o "Planeta X"     existe é real. Observado há milhares de anos passados, Nibiru não é     visto nos céus contemporâneos. Isso acontece porque a órbita do 10º     planeta (12º astro dos sumérios) é uma    &lt;img src="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/mapa_astral.JPG" align="left" border="2" width="374" height="296" /&gt;elíptica     extremamente alongada. Durante milénios, o globo se mantém longe do     sol e da vista dos terráqueos, muito além da órbita de Plutão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;              &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;             &lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial,sans-serif;"&gt;    A herança destes remotos &lt;a href="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/ovnis_1.html"&gt;    &lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;alienígenas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; aparece na avançada     tecnologia dos sumérios e de outros povos ao redor do mundo. Muitas     relíquias não são acessíveis ao público que, assim, desconhece essa     face da mitologia mesopotâmica. No caso dos sumérios, sua cultura é     a mais antiga do Ocidente. Entretanto, seu sistema matemático e o     calendário permanecem actuais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;              &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;             &lt;b&gt;    &lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial,sans-serif;"&gt;    A Evidência Tecnológica&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   Há muito tempo escavações arqueológicas têm trazido à luz     artefactos, ferramentas, máquinas e registos que surpreendem, pelo     seu avanço, as expectativas dos estudiosos. São objectos     inexplicáveis para a ciência histórica académica. No deserto do     Iraque foram encontradas baterias de argila com eléctrodos datadas     em 2 mil e 500 anos antes de Cristo; em uma pirâmide funerária,     havia um modelo de aeroplano perfeitamente funcional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;             &lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial,sans-serif;"&gt;    &lt;br /&gt;        &lt;a href="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/sumerianplane.jpg"&gt;    &lt;img src="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/sumerianplane_small.jpg" image="sumerianplane.jpg" border="2" /&gt;&lt;/a&gt;        &lt;a href="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/sumerios_nave.jpg"&gt;    &lt;img src="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/sumerios_nave_small.jpg" image="sumerios_nave.jpg" border="2" /&gt;&lt;/a&gt;        &lt;a href="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/sumerios_01.jpg"&gt;    &lt;img src="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/sumerios_01_small.jpg" image="sumerios_01.jpg" border="2" /&gt;&lt;/a&gt;        &lt;a href="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/cuniforme.JPG"&gt;    &lt;img src="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/cuniforme_small.JPG" image="cuniforme.JPG" border="2" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;             &lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial,sans-serif;"&gt;               Nave suméria                Nave suméria         Escrita     em argila     Escrita Cuneiforme&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;             &lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial,sans-serif;"&gt;    &lt;br /&gt;   Mais recentemente, a redescoberta de &lt;i&gt;ouro monoatómico&lt;/i&gt; em     sítios arqueológicos do Oriente Médio veio reforçar a crença em     civilizações do passado altamente sofisticadas. As substâncias     monoatómicas são supercondutoras de energia em temperatura ambiente     e possuem propriedades anti-gravitacionais. Somente nos últimos anos     o ouro monoatómico tem sido investigado pela física.     Arqueologicamente, entretanto, o ouro monoatómico mesopotâmico é     conhecido desde 1889, quando sir Flinders Petrie demonstrou que o     material era produzido há 3 mil anos atrás. &lt;/span&gt;   &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;              &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;             &lt;b&gt;    &lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial,sans-serif;"&gt;    A Evidência Genética&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   Os registos sumérios localizam o laboratório, onde os Anunnaki     criaram o &lt;i&gt;homo sapiens&lt;/i&gt; na região leste da África Central,     próximo às minas de ouro. É uma área que coincide com o lugar onde     foi encontrado o mais antigo ADN mitocondrial, pertencente ao fóssil     que ficou conhecido como &lt;i&gt;Lucy&lt;/i&gt;. Os arqueólogos também     encontraram ruínas de minas de ouro de 100 mil anos. Os documentos     descrevem, ainda, os avanços da engenharia genética. O rápido     progresso da espécie humana &lt;i&gt;sapiens&lt;/i&gt;, que chega a Marte apenas     250 mil anos depois de começar a realmente "sair das cavernas" é     notavelmente anómalo diante dos milhões de anos que foram     necessários para consolidar os membros mais antigos do nicho dos &lt;i&gt;    homo erectos&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;              &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;             &lt;b&gt;    &lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial,sans-serif;"&gt;    A Evidência Documental&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   O registo histórico documentado da existência e das realizações dos     Anunnaki começaram a aparecer desde os primeiros anos do século XIX.     A escavação de antigos sítios arqueológicos mesopotâmicos revelaram     uma avançada civilização Suméria. Milhares de lâminas de argila     contêm escrituras relacionadas não somente com às questões do     quotidiano, como o comércio, os casamentos, as acções militares e     sistema de cálculos astronómicos; as tábuas cuneiformes também falam     dos Anunnaki.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;a href="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/Sumeria_nave1.jpg"&gt;    &lt;img src="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/Sumeria_nave1_small.jpg" image="Sumeria_nave1.jpg" align="right" border="2" width="138" height="107" /&gt;&lt;/a&gt;Fica     evidente que os sumérios sabiam perfeitamente que aqueles &lt;i&gt;seres&lt;/i&gt;     eram criaturas vivas, de "carne e osso". A Biblioteca de     Assurbanipal, apesar de ter sofrido um incêndio, não perdeu nada de     seus documentos feitos de argila, resistente ao fogo. Assim, foram     preservadas 400 tabuletas cuneiformes que contêm a história dos     tempos arcaicos, sem falhas; uma espécie de "cápsula do tempo" feita     de barro cozido. São estes documentos que contam a saga dos Anunnaki.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;    &lt;/span&gt;               &lt;a href="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/inanna.jpg"&gt;    &lt;img src="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/inanna_small.jpg" image="inanna.jpg" border="2" /&gt;&lt;/a&gt;               &lt;a href="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/sumerio_acadios.jpg"&gt;    &lt;img src="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/sumerio_acadios_small.jpg" image="sumerio_acadios.jpg" border="2" /&gt;&lt;/a&gt;               &lt;a href="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/sumeria_mapa.jpg"&gt;    &lt;img src="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/sumeria_mapa_small.jpg" image="sumeria_mapa.jpg" border="2" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;                                 Divindade suméria                    Rei Sumério                        Mapa Suméria&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;              &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;             &lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial,sans-serif;"&gt;    Os viajantes de Nibiru que chegaram à Terra são chamados &lt;b&gt;Anunnaki&lt;/b&gt;     e foram considerados deuses. A tradição conta que os Anunnaki     possuíam "servos" que eram "seres andróides". Não eram seres vivos     mas agiam como se fossem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;             &lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial,sans-serif;"&gt;    Zecharia Sitchin é linguista, perito em escrita cuneiforme (suméria)     e em muitas outras linguagens antigas. Em 1976, publicou &lt;i&gt;The     Tewlfht Planet&lt;/i&gt; e assim começou sua trajectória transformadora da     pesquisa da história antiga. Em 1993, lançou seu sexto livro, parte     da série de &lt;i&gt;Earth Chronicles&lt;/i&gt; (Crónicas da Terra) - &lt;i&gt;When     Time Began&lt;/i&gt;. Este último livro fala das relações entre o complexo     calendário de &lt;i&gt;Stonehenge&lt;/i&gt;, as ruínas de Tiahuanacu, no Peru, a     antiga cultura suméria e, por extensão, a conexão desses monumentos     antigos com os &lt;b&gt;Anunnaki&lt;/b&gt;. Sitchin defende que os Anunnaki não     são uma alegoria ou criação fabulosa dos sumérios; antes, são seres     humanóides que habitam o misterioso planeta Nibiru.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;              &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;" align="justify"&gt;             &lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;    &lt;a href="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/orbita.JPG"&gt;    &lt;img src="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/orbita_small.JPG" image="orbita.JPG" align="right" border="2" width="87" height="66" /&gt;&lt;/a&gt;A     órbita excêntrica, extensa de Nibiru, faz com que o planeta passe     milénios totalmente invisível à observação no centro do sistema     solar. Zecharia Sitchin acredita que quando a posição de Nibiru é     favorável, ciclicamente, os Anunnaki - habitantes de Nibiru -     visitam a Terra e interferem no curso da história humana. O ano de     Nibiru corresponde a 3 mil e 600 anos terrenos, período regular de     intervalo entre as visitas dos Anunnaki.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt;" align="justify"&gt;   &lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;a href="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/xxx.JPG"&gt;   &lt;img src="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/xxx_small.JPG" image="xxx.JPG" align="left" border="2" width="121" height="87" /&gt;&lt;/a&gt;Sitchin    já decifrou mais de dois mil cilindros e fragmentos de cerâmica com    inscrições da Mesopotâmia, alguns de 4.000 a.C., que fazem parte do    acervo de museus de todo o mundo. Um desses fragmentos, que se encontra    na Alemanha, indica que a Terra é o "sétimo planeta", contando a partir    de Plutão. Ocorre que Plutão somente foi descoberto pela astronomia    moderna no início do século XX. Como os sumérios poderiam saber de tal    coisa?&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  O linguista acredita que, na antiguidade, seres&lt;a href="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/ovnis_1.html"&gt;&lt;/a&gt; conviveram com antigos    mesopotâmicos e foram os "instrutores", os deuses da humanidade dos    primeiros tempos históricos (pós-advento da escrita). Comparando as    mitologias da Criação de diferentes culturas, verifica-se a coincidência    dos mitos, que são recorrentes nas referências a uma "colonização" ou    instrução das primeiras nações humanas por seres superiores, que vieram    do espaço e se encarregam de ensinar aos homens primitivos as "artes"    que caracterizam as civilizações.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  Sempre buscando a identidade desses "instrutores celestes", Sitchin    começou sua jornada pelo mundo das cidades antigas e dos grandes    impérios do passado. Uma de suas conclusões mais significativas afirma a    existência, em Marte, de uma estrutura &lt;a href="http://grandesmisterios.com.sapo.pt/ovnis_1.html"&gt;   &lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;alienígena&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, artificial, de forma    piramidal, situada na região denominada &lt;i&gt;Cydonia&lt;/i&gt;. Essa pirâmide    não é a única; sua distância em relação a outra estrutura semelhante é    proporcionalmente idêntica à distância que existe entre a Esfinge e as    pirâmides do Egipto.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  Essas relações entre pirâmides podem significar que elas servem como    marcos topográficos para viajantes celestes, como os Annunaki, tanto na    Terra quanto em Marte. Sitchin acredita que as pirâmides de Gize não    foram uma realização dos egípcios. Em 1993 foi divulgada a descoberta de    que a Esfinge é dois mil anos mais antiga do que se pensava, o que    reforça a teoria de Sitchin.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;   &lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;O Buraco de Saddam&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  Polémico, Sitchin fundamenta suas teorias em rigorosas traduções dos    textos sumérios, escrituras Védicas (indianas) e textos originais da    Bíblia escritos em hebraico e grego. O local, na Terra, de chegada ou    aterragem dos Annunaki é uma região chamada &lt;i&gt;Eridu&lt;/i&gt;, sul do Iraque.    A dificuldade de captura de Saddam Hussein decorreu do fato de que seu    esconderijo, o "buraco" onde foi encontrado o ditador, é parte de uma    pirâmide construída na antiguidade e desconhecida dos arqueólogos que    trabalham naquele país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;   &lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;O Céu do Hemisfério    Sul&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  A NASA localizou uma maciço e negro objecto cósmico nos céus do    hemisfério sul, fato que pode justificar a recente reactivação de    telescópios na Argentina e no Chile. Sitchin, que visitou vários    observatórios astronómicos da antiguidade, constatou que todos    privilegiam a visão do quadrante sul e também estão localizados na mesma    latitude da Terra. Muitos desses observatórios permitem medir com    exactidão o nascer do sol e da lua. É possível que esse notável    interesse pelo céu tenha sido motivado pela expectativa de um retorno    desses    que foram, no passado, considerados criadores e instrutores da raça    humana.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3684286241343554018-4392107519192486083?l=darkangel78-vidya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/feeds/4392107519192486083/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2010/09/os-sumerios-e-o-povo-hanunnaki.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/4392107519192486083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/4392107519192486083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2010/09/os-sumerios-e-o-povo-hanunnaki.html' title='OS SUMÉRIOS E O POVO HANUNNAKI'/><author><name>DarkAngel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15057576399933990509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3684286241343554018.post-797289269931329272</id><published>2010-05-31T00:06:00.002Z</published><updated>2010-05-31T00:13:50.024Z</updated><title type='text'>Pio XII: bendito ou maldito?</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Pio XII foi eleito papa no mesmo ano em que a Segunda Guerra Mundial estourou: 1939. Até hoje não se chegou a uma conclusão sobre a postura do religioso durante o Holocausto. Afinal, a Igreja foi omissa? Uma reação firme teria evitado ou aumentado o número de inocentes mortos?&lt;br /&gt;A reconciliação entre a Igreja e os judeus avançou mais nos últimos 40 anos do que em toda a História do cristianismo. Mas resta um grande obstáculo a superar: a campanha pela beatificação de Eugenio Maria Giuseppe Giovanni Pacelli, o papa Pio XII (1876-1958). Iniciada em 1965, a causa estava suspensa pelo Vaticano até outubro último, quando, durante a missa do aniversário de 50 anos da morte de seu antecessor, Joseph Ratzinger, o papa Bento XVI, argumentou pela retomada do caso. O problema é que líderes de organizações judaicas e famílias de sobreviventes do Holocausto acusam o sumo pontífice de omissão ante as atrocidades nazistas na Segunda Guerra Mundial, iniciada em setembro de 1939. Já o Vaticano assegura que Pio XII, que assumiu o papado há 70 anos, em março de 1939, atuou em silêncio para evitar o pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa controvérsia causaria surpresa para muitos judeus que viveram durante o conflito. Albert Einstein (1879-1955), um refugiado do nazismo, e a primeira-ministra israelense Golda Meir (1898-1978), por exemplo, expressaram publicamente sua gratidão ao Santo Padre por salvar judeus do genocídio. A polêmica só ganhou força em 1963, com a peça de teatro O Vigário, do protestante alemão Rolf Hochhuth, hoje com 77 anos. Nela, Pacelli era retratado como um sujeito calculista e sem moral, que ignorou o sofrimento dos judeus em nome de interesses próprios. É uma obra de ficção, embora ancorada em ampla pesquisa do autor. Até que ponto ela teria algo de verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a pergunta que ainda hoje instiga os historiadores. Nos últimos anos, mais de dez livros foram lançados, com diferentes interpretações sobre a conduta do pontífice antes e durante o regime nazista. Em geral, eles podem ser divididos entre os pró e os contra Pio XII. Uns o acusam de ser cúmplice do Holocausto, enquanto outros garantem que ele atuou nos bastidores para salvar quantas pessoas pôde. Mas, antes de conhecer os argumentos dos dois lados, é preciso entender a situação do Vaticano nos anos anteriores à Segunda Guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igreja ameaçada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder dos papas vinha naufragando desde a Revolução Francesa, em 1789. Na época, a razão começava a reinar sobre a fé, e os Estados modernos estavam dispostos a separar a religião da política. Durante o século 19, as propriedades da Igreja foram saqueadas e seus territórios viviam sob constante ameaça. Em 1809, o imperador francês Napoleão Bonaparte (1769-1821) chegou a sitiar o Vaticano e prender Pio VII (1742-1823). Na tentativa de diminuir o poder do catolicismo na França, ele manteve o pontífice confinado durante mais de quatro anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Napoleão foi derrotado em 1815, mas o processo de unificação da Itália botou as terras da Igreja novamente em risco. Em 1860, o rei piemontês Vitório Emanuel II (1820-1878) já controlava quase todos os domínios papais do centro da Itália. Nessa época, surgiram duas correntes dentro da Santa Sé. Uma delas insistia no poder papal absolutista: a outra queria repartir esse poder com Igrejas nacionais independentes de Roma. A primeira alternativa levou a melhor no Concílio Vaticano I. A Igreja proclama, em texto de 1870, o dogma do papa incontestável e infalível. Os líderes nacionalistas logo deram o troco. Na Alemanha, na Bélgica e na Suíça, ordens religiosas foram expulsas pelos governos locais e o ensino ficou nas mãos do Estado. Na Itália, manifestantes protestaram durante o cortejo fúnebre de Pio IX (1792-1878) e só não jogaram o caixão no rio Tibre porque os seguranças agiram rápido e salvaram o cadáver do papa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diplomata centralizador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da crise, os novos líderes da Igreja tinham agora um duplo desafio: defender a integridade da instituição e recuperar o poder político entre os donos da Europa. Para isso, a Santa Sé investiu pesado na formação de diplomatas - entre eles Eugenio Pacelli, um romano nascido em 1876 numa família de juristas a serviço do Vaticano. Ele ajudou a reformular a legislação católica, a fim de conceder aos pontífices uma autoridade indiscutível. Em 1917, essas leis foram compiladas no Código de Direito Canônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partidos fechados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro trunfo de Pacelli era um doutorado sobre as concordatas, nome dado aos tratados que a Santa Sé usava (e continua usando) para regular suas relações com os Estados - por exemplo, para garantir o direito da Igreja de controlar escolas religiosas ou celebrar casamentos. Em novembro último, o Brasil assinou um acordo desse tipo com o Vaticano, que gerou críticas de entidades contrárias ao ensino religioso em escolas públicas e a outros privilégios de caráter não-laico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante décadas, o conteúdo desses tratados (em geral assinados pelo papa com os soberanos, ou por cardeais-secretários de Estado com embaixadores autorizados) tinha variado de acordo com o país. "Com o código de 1917, porém, a concordata virou um instrumento que impunha condições a bispos, padres e fiéis, sem consultas e em qualquer lugar do mundo", diz o jornalista britânico John Cornwell, autor de O Papa de Hitler - A História Secreta de Pio XII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma dessas concordatas que o papa Pio XI (1857-1939) assinou em 1929, com o ditador italiano Benito Mussolini (1883-1945): o Tratado de Latrão. Elaborado pelo irmão mais velho de Pacelli, Francesco, o documento reconhecia o Vaticano como Estado soberano e o catolicismo como a única religião da Itália. Em troca, fechava o Partido Popular Católico. Por quê? Simples: o Vaticano queria os fiéis fora da política para não prejudicar sua hierarquia e influência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito antes de se tornar líder máximo dos católicos, Pacelli estava convencido de que a Igreja só permaneceria unida no mundo moderno com o fortalecimento da autoridade dos papas. Na década de 20, quando era embaixador do Vaticano na Baviera, ele tinha assinado esses acordos com a Rússia, a Letônia e a Polônia. Em 1933, já secretário de Estado do Vaticano, ele via no Tratado de Latrão o modelo perfeito para seu maior objetivo: uma concordata com a Alemanha, onde viviam cerca de 23 milhões de católicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único problema era o chanceler Adolf Hitler (1889-1945). "Pacelli e Hitler nutriam um desprezo mútuo. Cada um se sentia ameaçado pelo potencial do outro de exercer poder mundialmente", escreve o jornalista americano Dan Kurzman no livro Conspiração contra o Vaticano. "Apesar da desconfiança, os dois viram vantagens - pelo menos temporárias - em frear o conflito com a assinatura de uma concordata em 1933." O acordo tornou todos os alemães sujeitos às leis canônicas e acabou com o Partido do Centro Católico, a única agremiação democrática que ainda restava no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aqui, não há grandes dúvidas a respeito do religioso. Os historiadores começam a se dividir a partir do momento em que o cardeal se tornou papa, em 1939. Afinal, ele foi omisso ou discreto durante o Holocausto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra Pio XII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Cornwell, o italiano não foi apenas omisso; ele ajudou o Führer: "Como disse Hitler, numa reunião ministerial de 14 de julho de 1933, a garantia de não-intervenção de Pacelli deixava o regime livre para resolver a questão judaica". Isso não significa que Pacelli simpatizasse com o Partido Nazista. Ao contrário: não apoiava sua plataforma racista e via nele uma ameaça à religião. "Mas o temor ao nazismo era ofuscado por um medo ainda maior de Pacelli, o comunismo", diz o historiador Michael Phayer, da Universidade de Marquette, nos Estados Unidos. Foi com essa mesma lógica antimarxista que a Igreja apoiou ditadores como Benito Mussolini, na Itália, e Francisco Franco (1892-1975), na Espanha. Valia tudo para conter o "perigo vermelho". Até mesmo fazer um pacto com o diabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o ponto é: Pio XII ficou mesmo em silêncio durante o Holocausto? Nem tanto. O papa falou, sim, mas poucas vezes e de forma ambígua. Nos discursos de Natal que fez em 1941 e 1942, por exemplo, condenou a violência, sem mencionar "nazistas" nem "judeus". No discurso de 1942, o mais importante, quando as atividades dos campos de concentração estavam no auge, ele afirmou: "A humanidade deve esse voto às centenas de milhares de pessoas que, sem qualquer culpa pessoal, às vezes apenas por motivo de sua nacionalidade ou raça, estão marcadas para a morte ou extinção gradativa". Foi o ponto máximo de seu protesto diante das atrocidades de um regime que, ao fim da guerra, teria matado cerca de 6 milhões de judeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A historiadora Susan Zucotti, da Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos, não tem dúvida: se Pio XII tivesse sido mais incisivo, teria ajudado a salvar muitas vítimas. No livro Under His Very Windows: The Vatican and the Holocaust in Italy ("Sob suas próprias janelas: o Vaticano e o Holocausto na Itália", sem edição no Brasil), ela lembra que os croatas fascistas eram muito devotos e, por isso, suscetíveis a acatar pedidos feitos pelo papa. "Como as autoridades da Igreja deixaram os católicos em ambiguidade moral ao não falar, a grande maioria deles se manteve como espectadora", afirma o historiador Michael Phayer em seu livro The Catholic Church and the Holocaust ("A Igreja Católica e o Holocausto", sem edição disponível no Brasil).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que muitos católicos arriscaram a vida para esconder os judeus em suas casas, igrejas e escolas. No entanto, para Zucotti e Phayer, eles prestaram essa ajuda apesar do papa, e não por causa do que ele disse ou fez. "Pio XII fez relativamente pouco pelos judeus, quando eles necessitavam, e os católicos fizeram muito mais", diz Phayer. Os críticos do sumo pontífice também questionam por que ele nunca excomungou Hitler, Heinrich Himmler (1900-1945) e outros chefes nazistas, que eram católicos batizados. Essa simples ação, argumentam, teria tido um importante efeito sobre fiéis - algo de que os defensores de Pio XII duvidam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais espinhoso que acusar o papa de omisso é considerá-lo antissemita. É o que faz o jornalista e escritor John Cornwell, que cita uma carta escrita por Pacelli na época em que ele era embaixador do Vaticano em Munique. Ao relatar seu espanto com uma manifestação de bolcheviques na cidade, ele se referiu ao líder do grupo, Max Levien (1885-1937), como "russo e judeu; pálido, sujo, olhos de drogado, vulgar, repulsivo". Na carta, ele também diz que a namorada de Levien era "judia" e que integrava “um bando de mulheres de aparência duvidosa, judias, como todos ali”. Pode ser coincidência, mas essa referência ao fato de serem judeus, em meio a descrições de repulsa física, é um velho clichê antissemita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O historiador americano Daniel J. Goldhagen, autor do livro Uma Dívida Moral, vai além. Ele acusa a Igreja Católica de ser a maior responsável pelo racismo que desembocou no Holocausto. Para Goldhagen, a Igreja abrigou durante milênios o antissemitismo como parte integral de sua doutrina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A favor de Pio XII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal argumento em defesa do papa é simples: se ele tivesse se posicionado com mais vigor, haveria retaliação. E alguns dos especialistas que dizem isso são judeus. “Uma condenação pública mais forte teria provocado represálias nazistas contra o clero católico na Alemanha e nos países ocupados. Também colocaria em risco a vida dos milhares de judeus escondidos no Vaticano, em igrejas e conventos da Itália, além dos católicos que os protegiam”, diz o rabino e historiador americano David Dalin, autor do livro The Myth of Hitler’s Pope (“O mito do papa de Hitler”, sem tradução).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o rabino, Pio XII pediu às igrejas italianas que abrigassem judeus quando as tropas alemãs ocuparam Roma, em 1943, e assim evitou que milhares deles fossem deportados a Auschwitz. “Na cidade, 155 conventos e mosteiros abrigaram cerca de 5 mil judeus durante a ocupação alemã. E outros 3 mil se refugiaram em Castel Gandolfo, a residência de verão do papa”, afirma. Dalin rejeita a ideia de que Pio XII era antissemita: pelo contrário, ele o indicou ao título de “Justo entre as Nações”, utilizado em Israel para descrever não-judeus que arriscaram suas vidas durante o Holocausto para salvar vidas. Afinal, Pio XII tinha motivos para temer por sua própria vida: Hitler planejava invadir o Vaticano e sequestrá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro defensor de Pio XII é o historiador e diplomata israelense Pinchas Lapide, ex-cônsul de Israel em Milão. Em sua obra Three Popes and the Jews (“Três papas e os judeus”, sem versão no Brasil), Lapide conclui que o líder religioso “foi instrumental para salvar pelo menos 700 mil judeus, e provavelmente 860 mil, da morte certa na mão dos nazistas”. Uma cifra exagerada, segundo os críticos. Seja como for, Lapide justifica a tese de “maior protesto, maior retaliação” citando o exemplo da Holanda, país onde os bispos católicos mais resistiram às perseguições nazistas. Em cada igreja, eles leram uma carta denunciando o “tratamento sem misericórdia aos judeus”. O resultado? “Enquanto os bispos protestavam, mais judeus, cerca de 110 mil, ou 79% do total, eram deportados aos campos de extermínio”, diz o historiador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os partidários do papa também argumentam que seu silêncio é uma falácia. Garantem que seus discursos de Natal foram entendidos como uma clara denúncia do extermínio judeu. E citam como prova os editoriais que o jornal americano The New York Times (hoje crítico do pontífice) escreveu na época. “A voz de Pio XII é a única no silêncio e na escuridão envolvendo a Europa neste Natal”, afirmava um texto, em edição de 1941. A homilia de 1942 teria deixado os nazistas furiosos, afirma o historiador irlandês Eamon Duffy, autor de Santos e Pecadores — História dos Papas. “A Alemanha considerou que o papa tinha abandonado qualquer pretensão de neutralidade”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem mais. Para o escritor americano Kenneth D. Whitehead, é ingênuo pensar que maior protesto de Pio XII levaria os católicos a se opor aos nazistas, como se os fiéis seguissem automaticamente suas recomendações — o que não ocorre nem com a proibição à camisinha. “O fato é que a maioria dos católicos alemães, especialmente no início, viu em Hitler o salvador de seu país, em meio à crise pela derrota na Primeira Guerra. Os nazistas chegaram ao poder de forma totalmente legal. Só depois impuseram um regime totalitário”, diz Whitehead no artigo The Pope Pius XII Controversy (“A controvérsia do papa Pio XII”, inédito em português).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio ao debate, o papa Bento XVI decidiu congelar novamente a campanha de beatificação de Pio XII e aguardar até que seja feita uma pesquisa mais conclusiva e esclarecedora sobre sua história. Enquanto isso, o sucessor do polêmico papa, João XXIII (1881-1963), já foi beatificado e a campanha por João Paulo II (1920-2005) corre a passos largos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Líder infalível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abertura de arquivos do Vaticano sobre os anos do Holocausto seria o primeiro passo nesse estudo aprofundado sobre as ações de Pio XII durante a guerra, embora muitos considerem que mesmo isso não vá adiantar nada. “Se existisse um documento mostrando claramente o envolvimento de Pio XII em favor dos judeus, o Vaticano já o teria mostrado. E se algum outro revelasse que ele foi colaborador dos nazistas, com certeza, já teria sido removido”, diz o jornalista Anshel Pfeffer, do diário israelense Haaretz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ele, a polêmica em torno da beatificação de Pacelli vai além do debate sobre fatos históricos e da disputa entre o Vaticano e as organizações judaicas. Ela também reflete uma disputa interna católica que vem desde o século 19: a briga entre os que defendem o poder papal infalível e os que o rejeitam. “As atitudes de Pio na guerra não são o principal argumento dentro do Vaticano para torná-lo santo. Os que o defendem preservam sua imagem de último líder católico conservador do século. Sua adoração é central para os que creem na versão mais extrema da infalibilidade papal”, diz Pfeffer.&lt;br /&gt;No fim das contas, quem sabe o papa seja bem menos do que falam sobre ele — para o bem ou para o mal. Talvez seu grande problema tenha sido a obrigação de exercer, ao mesmo tempo, o papel de líder político e de chefe religioso numa época difícil, tendo que conjugar seu dever moral com os interesses de um Estado. Talvez ele tenha sido apenas uma pessoa ambígua, num período ainda mais ambíguo. Ou, quem sabe, o embaixador do Vaticano que virou Vigário de Cristo jogou com as regras da diplomacia, enquanto esperava com paciência pelo fim da guerra. A mesma paciência que, hoje, as pessoas precisam ter para saber quem realmente foi Eugenio Pacelli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enviados especiais&lt;br /&gt;Hitler e Pio XII nunca se encontraram, mas usaram intermediários para negociar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hitler e o cardeal Eugenio Pacelli (futuro papa Pio XII) foram os protagonistas da concordata de 1933, pela qual o Estado alemão e o Vaticano se reconheceram mutuamente. Mas outros personagens atuaram para facilitar o diálogo. Conheça alguns deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pietro Gasparri&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esteve à frente da elaboração do Código Canônico e foi quem negociou com Benito Mussolini o Tratado de Latrão, na gestão do papa Pio IX. Em 1901, o monsenhor convidou Eugenio Pacelli (na época, um jovem padre) para trabalhar com ele na Secretaria de Estado do Vaticano. Nos 30 anos seguintes, Gasparri e Pacelli formaram uma parceria que arquitetou a política de concordatas e moldou o crescimento do poder papal ao longo do século 20.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ludwig Kaas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Líder do Partido do Centro Católico alemão, era padre e íntimo colaborador de Pacelli. Em suas viagens constantes entre Berlim e Roma, foi uma peça-chave na negociação da concordata de 1933 — que extinguiu seu próprio partido para que o papa assumisse maior controle sobre os católicos na Alemanha. Também teria atuado em uma frustrada tentativa de aproximação com membros das Forças Armadas alemãs que buscavam uma negociação de paz, à revelia de Hitler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Franz von Papen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultradireitista, de inclinações monarquistas, teve atuação importante na dissolução da República de Weimar. Foi chanceler alemão em 1932 e vice-chanceler após a subida de Hitler, para o que contribuiu diretamente. Manteve uma relação dúbia com o nazismo e foi quem assinou a concordata com Pacelli, na Secretaria de Estado do Vaticano, em julho de 1933.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ernst von Weizsacker&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embaixador alemão no Vaticano, recebeu de Hitler a missão de encorajar Pacelli a manter a imparcialidade da Santa Sé durante a guerra. Comunicou ao papa que seu governo respeitaria a integridade do Vaticano e suas propriedades em Roma. A condição: ficar calado sobre as perseguições nazistas. Mas ameaçou instituições católicas suspeitas de abrigar judeus e socialistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vaticano na linha de frente&lt;br /&gt;Enquanto os EUA bombardeiam Roma, nazistas tentam raptar o papa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 9 de julho de 1943, Pio XII não teve dúvidas ao ouvir os estrondos que ecoavam em Roma: ele estava encurralado no meio da guerra. Apesar de seu esforço para que a capital italiana fosse declarada cidade aberta, aviões americanos bombardearam a cidade. O ataque precipitou a queda do ditador Benito Mussolini, que foi deposto duas semanas depois pelo rei Vitório Emanuel III e um grupo fascista rival. A situação piorou em setembro, quando os alemães ocuparam a Cidade Eterna e colocaram os judeus na mira. Eugenio Pacelli se viu num dilema: se protestasse contra a invasão, poderia sofrer uma represália violenta contra o Vaticano. Os alemães temiam que uma crítica do papa gerasse uma reação em cadeia na população italiana, o que colocaria em risco a ocupação. Mas Pio XII sabia que sua própria vida estava em risco, pois os nazistas planejavam sequestrá-lo. A advertência tinha sido feita pelo embaixador alemão na Santa Sé, Ernst von Weizsacker. “Os nazistas deram duas opções a Pio XII: selar os lábios ou o seu destino”, escreve o jornalista americano Dan Kurzman no livro Conspiração contra o Vaticano. Hitler tinha encomendado o sequestro ao general Karl Wolff, chefe das SS na Itália. A missão era invadir o Vaticano, raptar o papa e levá-lo à Alemanha ou ao território neutro de Liechtenstein. Mas Wolff titubeou. “Até então, ele havia atendido a qualquer ordem do Führer. Mas sequestrar o papa era uma loucura. Poderia colocar toda a Itália e a Igreja contra a Alemanha”, diz Kurzman. Wolff temia ser enforcado, se os aliados vencessem a guerra, e decidiu sabotar o plano de Hitler esperando se salvar com o apoio do papa. Deu certo. Pio XII também adotou dupla postura. Permitiu que judeus fossem abrigados em igrejas, mas nunca abriu a boca contra a ocupação, nem quando viu de suas próprias janelas milhares de judeus sendo amontoados em caminhões e deportados de trem rumo a Auschwitz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rota de fuga&lt;br /&gt;Pio XII ajudou nazistas a escapar para a América do Sul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém sabe ao certo até que ponto Pio XII protegeu os judeus. Mas já não há dúvida de que ele ajudou nazistas católicos a escapar da Europa para Buenos Aires, na Argentina. A rota de fuga foi armada, logo após a Segunda Guerra, pelo Vaticano, a Igreja Católica argentina e o governo de Juan Domingo Perón (1895-1974). É o que afirma o jornalista argentino Uki Goñi, que rastreou o plano em arquivos da inteligência americana, da Cruz Vermelha e de países europeus. “Documentos que encontrei no Escritório de Registro Público de Londres demonstram que o papa sabia da fuga e intercedeu para evitar que alguns criminosos croatas chegassem à Justiça”, diz Uki, que conta essa história no livro A Verdadeira Odessa. A rede funcionava basicamente assim: o Vaticano pagava as passagens e dava passaportes com pseudônimos aos criminosos de guerra, e Perón lhes garantia o visto para entrar na Argentina. A Cruz Vermelha fornecia os passaportes. Os Estados Unidos e a Inglaterra não se intrometiam, mas as autoridades suíças foram além. Permitiram o trânsito ilegal dos nazistas por dentro de seu território. Foi graças a esse plano que Adolf Eichmann (1906-1962), Josef Mengele (1911-1979), Erich Priebke e outros genocidas encontraram um porto seguro na América do Sul. Eichmann só foi preso em 1960, em Buenos Aires (e enforcado depois pelo governo de Israel). Priebke foi localizado em 1991 no mesmo país (e condenado por tribunal italiano à prisão domiciliar). E Mengele morreu afogado em 1979, sob nome falso, no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relação tumultuada&lt;br /&gt;Ao longo da História, a Igreja bateu de frente com a comunidade judaica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Século 4&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cristianismo se torna a religião oficial do Império Romano. O teólogo João Crisóstomo (349-407) qualifica os judeus de inimigos da raça humana. Diz que “a sinagoga é um bordel” e que “judeus são possuídos por demônios”. Em 325, o I Concílio de Nicéia culpa-os pela morte de Jesus — acusação só retirada em 1965, no Concílio Vaticano II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Séculos 5 a 12&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Europa medieval, o cristianismo avança sua hegemonia e surgem leis discriminatórias contra todas as demais práticas religiosas, principalmente o judaísmo. Espalham-se as lendas de que os judeus têm chifres e rabos e realizam rituais usando sangue de crianças cristãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Séculos 13 e 14&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em novembro de 1215, o IV Concílio de Latrão, convocado pelo papa Inocêncio III, obriga os judeus a usar distintivos sobre as roupas e os proíbe de exercer funções públicas e de casar com não-judeus — sete séculos depois, as mesmas medidas seriam adotadas pelos nazistas. A Inquisição condena judeus à fogueira e, para escapar, muitos procuram o batismo. Diversos papas apoiam a expulsão de judeus da Inglaterra, França, Holanda e Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Século 15&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papa Xisto IV (1414-1484) autoriza a rainha Isabel de Castela (1451-1504) e o rei Fernando de Aragão (1452-1516), chamados de os Reis Católicos, a criarem o Tribunal da Inquisição na Espanha. O alvo, nesse caso, são judeus convertidos ao cristianismo, os cristãos-novos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Século 19&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na península Ibérica, colégios ainda proíbem pessoas “com sangue judeu ou mouro” de se matricular. No Brasil desse período, as ordens religiosas fornecem “atestados de pureza de sangue”, criados nos tempos da Inquisição. Alguns judeus falsificavam seus documentos para exercerem atividades comerciais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;AventurasnaHistória&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3684286241343554018-797289269931329272?l=darkangel78-vidya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/feeds/797289269931329272/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2010/05/pio-xii-bendito-ou-maldito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/797289269931329272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/797289269931329272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2010/05/pio-xii-bendito-ou-maldito.html' title='Pio XII: bendito ou maldito?'/><author><name>DarkAngel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15057576399933990509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3684286241343554018.post-5576994677533363812</id><published>2010-03-01T23:21:00.001-01:00</published><updated>2010-03-01T23:25:35.910-01:00</updated><title type='text'>A Misteriosa Civiliação tartéssica</title><content type='html'>Nos finais do século XVIII, o erudito antiquário D. Frei Manuel do Cenáculo Vilas-Boas, bispo de Beja, recolheu as primeiras inscrições onde se encontra gravada a escrita ibérico-tartéssica. Desde essa época várias tem sido as tentativas para ler estes textos, os quais, porém, tem permanecido indecifráveis até a actualidade. Alguns investigadores supõem que os caracteres são de origem fenícia; outros afirmam que a língua gravada nestas inscrições deriva do grego pré-clássico; outros ainda crêem que se trata de um idioma de origem peninsular, aparentado com a língua de que deriva o actual basco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante mais de um século, e apesar de terem sido recolhidas algumas dezenas de inscrições, ignorou-se a sua função, facto que mais dificultou qualquer tentativa de decifração do texto. A partir de 1970, porém, os arqueólogos portugueses conseguiram localizar, no Sul do País, um grande número de monumentos funerários, onde foram recolhidas algumas destas inscrições. Foi assim levantada uma ponta do véu que cobria este problema: as misteriosas inscrições são lápides funerárias. A localização e estudo destas necrópoles veio permitir a identificação da área ocupada por este povo com o Sul do Baixo Alentejo e Algarve. Desconhecia-se também a época em que teria florescido esta civilização. Escavações realizadas nestes monumentos permitiram situá-los entre os finais do século VIII e o século V a. C. e o apogeu desta civilização deve ter-se verificado entre os séculos VIII e V a. C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas sepulturas foram encontradas armas de ferro, cerâmicas de origem mediterrânica, jóias fenícias, anéis com escaravelhos egípcios, todos objectos provenientes do Mediterrâneo Central e Oriental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, a atribuição desta cronologia levantou outro problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem era o povo que, entre os séculos VIII e V a. C., desenvolveu uma cultura tão brilhante nos confins ocidentais do mundo Mediterrânico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fontes clássicas apenas referem, no que respeita a Península Ibérica, o reino de Tartessos, que a maioria dos arqueólogos pretende localizar na zona da bacia do Guadalquivir. Curiosamente, esta civilização entrou em declínio no século VI a. C., logo após a Batalha de Alalia, onde os Cartagineses derrotaram os Gregos, vedando-lhes a passagem para ocidente das Colunas de Hércules.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época, segundo os autores clássicos, tem inicio o ocaso da civilização tartéssica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos, portanto, perante um mistério ainda por decifrar se se trata de vestígios do reino de Tartessos, onde se encontram as suas cidades? Se, por outro lado, se trata de uma civilização diferente da tartéssica, quem foi o povo que a originou, um povo que no século VIII a.C. possuía já uma escrita e que não é mencionado nas fontes clássicas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas o prosseguimento das investigações poderá, no futuro, dar resposta a estas perguntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Portugal secreto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3684286241343554018-5576994677533363812?l=darkangel78-vidya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/feeds/5576994677533363812/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2010/03/misteriosa-civiliacao-tartessica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/5576994677533363812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/5576994677533363812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2010/03/misteriosa-civiliacao-tartessica.html' title='A Misteriosa Civiliação tartéssica'/><author><name>DarkAngel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15057576399933990509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3684286241343554018.post-5078435050983074660</id><published>2010-01-21T14:41:00.000-01:00</published><updated>2010-01-21T14:44:38.603-01:00</updated><title type='text'>Os Essênios e Jesus</title><content type='html'>Texto de Marcos Paterra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá pessoal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elaborando algumas pesquisas, achei coisas interessantes sobre Jesus e os Essênios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos talvez não saibam… Mas os Essênios eram originários do Egito e durante a dominação do Império Selêucida, em 170 a.C, formaram um pequeno grupo de judeus, que abandonou as cidades e rumou para o deserto, passando a viver às margens do Mar Morto e outros locais, na Palestina e no Egito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Doutrina do Deserto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles respeitavam a vida acima de tudo, escreveram os mais antigos textos bíblicos e influenciaram o cristianismo. Com vocês, os essênios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Rafael Kenski e Duda Teixeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1923, o húngaro Edmond Szekely obteve permissão para pesquisar os arquivos secretos do Vaticano. Estava à procura de livros que teriam influenciado São Francisco de Assis. Curioso e encantado vagou pelos mais de 40 quilômetros de estantes com pergaminhos e papiros milenares. Viu evangelhos nunca publicados e manuscritos originais de muitos santos e apóstolos, condenados a permanecer escondidos para sempre. De todas essas raridades, uma obra em especial lhe chamou a atenção. Era o Evangelho Essênio da Paz. O livro teria sido escrito pelo apóstolo João e narrava passagens desconhecidas da vida de Jesus Cristo, apresentado ali como o principal líder de uma seita judaica até então pouco comentada – Os Essênios. Szekely não perdeu tempo. Traduziu o texto publicou-o em quatro volumes. Sentindo-se traída pelo pesquisador, a Igreja o excomungou.&lt;br /&gt;Não foi uma punição tão grave. Considere o que aconteceu com o reverendo inglês Gideon Ouseley. Em 1880, ele achou um manuscrito chamado O Evangelho dos Doze Santos em um monastério budista na índia. O texto em aramaico – a língua que Jesus falava – teria sido levado para o Oriente por essênios refugiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manuscrito achado no&lt;br /&gt;Vaticano afirma que Jesus&lt;br /&gt;era essênio e vegetariano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouseley ficou eufórico e saiu espalhando que tinha descoberto o verdadeiro Novo Testamento. Afirmava que a Bíblia estava incorreta, pois Cristo era um essênio que defendia a reencarnação e o vegetarianismo. Se hoje essa tese soa estranha, dizer isso na Inglaterra vitoriana do século XIX era blasfêmia da pior espécie. Resultado: os conservadores atearam fogo na casa de Ouseley e o original foi destruído.&lt;br /&gt;O mistério que envolve esses dois textos e o tom místico que os descobridores deram aos seus achados acabaram manchando seu crédito diante dos historiadores. Além do mais, teorias exóticas sobre Jesus é o que não falta. Em 1970, o pesquisador inglês John Allegro, que já havia estudado os essênios, tentou provar que Jesus nunca havia existido e que teria sido uma alucinação coletiva causada pela ingestão de cogumelos. Por motivos óbvios, essa teoria não foi muito bem aceita pelos seus colegas cientistas. Segundo eles, Allegro entendia mais de cogumelos do que de Cristo.&lt;br /&gt;Para os historiadores, os essênios seriam até hoje uma nota de rodapé na História se, em 1947, dois pastores beduínos não tivessem por acidente levado a uma das maiores descobertas arqueológicas do século. Escondidos em cavernas próximas ao Mar Morto, em Israel, 813 manuscritos redigidos pelos essênios a partir de 225 a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano 68 da nossa era guardava as mais antigas cópias do Antigo Testamento, calendários e textos da Bíblia. Perto das cavernas, em Qumran, estavam as ruínas de um monastério essênio e um cemitério com cerca de 1200 esqueletos, quase todos masculinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O surgimento da doutrina essênia aconteceu em tempos conturbados. Os judeus viveram sob dominação de diversos povos estrangeiros desde 587 a.C., quando Jerusalém foi devastada pelos babilônios, habitantes da atual região do Iraque. Por volta do século II a.C., o domínio era exercido pelos selêucidas, um povo grego que habitava a Síria. A cultura helenista proliferava e a tradição hebraica sofria fortes ameaças. Para recuperar o judaísmo, os israelitas acreditavam na vinda do Messias que chegaria ao final dos tempos para exterminar os infiéis e salvar os seguidores da Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles possuíam pomares e hortos irrigados pela água da chuva, que era recolhida em enormes cisternas e servia como bebida. Além dela, as bebidas essênias se resumiam ao suco de frutas’ e “vinho novo”, um extrato de uva levemente fermentado. No shabbath, os sectários deveriam passar o dia inteiro em jejum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•retirado de: www.pentaculos mágicos.com.br&lt;br /&gt;Em abril de 1947, no vale de Khirbet Qumran, junto às encostas do Mar Morto, Juma Muhamed, pastor beduíno da região, recolhia seu rebanho quando ao seguir atrás de uma cabrita desgarrada percebeu que havia uma extensa fenda entre duas rochas.Curioso, atirou uma pedra e ouviu o ruído de um vaso se quebrando. No vaso, encontrou pergaminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este momento caracterizou-se como um marco para o mundo arqueológico: A Descoberta dos Manuscritos do Mar Morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, a tradução e divulgação do seu conteúdo têm atraído a atenção mundial, e uma grande expectativa tem se instaurado quanto a possíveis segredos ainda não revelados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome Essênios deriva da palavra egípcia Kashai, que significa “secreto”. Na língua grega, o termo utilizado é “therepeutes”, originário da palavra Síria “asaya”, que significa médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A organização nasceu no Egito nos anos que precedem o Faraó Akhenathon, o grande fundador da primeira religião monoteísta, sendo difundida em diferentes partes do mundo, inclusive em Qumran. Nos escritos dos Rosacruzes, os Essênios são considerados como uma ramificação da “Grande Fraternidade Branca”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo estudiosos, foi nesse meio onde esteve Jesus no período entre seus 13 e 30 anos. Alguns estudiosos também acreditam que a Igreja Católica procura manter silêncio acerca dos essênios, tentando ocultar que recebeu desta seita muitas influências.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3684286241343554018-5078435050983074660?l=darkangel78-vidya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/feeds/5078435050983074660/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2010/01/os-essenios-e-jesus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/5078435050983074660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/5078435050983074660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2010/01/os-essenios-e-jesus.html' title='Os Essênios e Jesus'/><author><name>DarkAngel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15057576399933990509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3684286241343554018.post-466889148363048470</id><published>2009-12-29T14:14:00.001-01:00</published><updated>2009-12-29T14:16:31.360-01:00</updated><title type='text'>Por que o Natal é comemorado em 25 de Dezembro?</title><content type='html'>&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 5pt; BACKGROUND: #e9eef0" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; FONT-SIZE: 9pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT"&gt;Parece incrível, mas a escolha da data não tem nada a ver com o nascimento de Jesus. Os romanos aproveitaram uma importante festa pagã realizada por volta do dia 25 de Dezembro e "cristianizaram" a data, comemorando o nascimento de Jesus pela primeira vez no ano 354. A tal festa pagã, chamada de Natalis Solis Invicti ("nascimento do sol invencível"), era uma homenagem ao deus persa Mitra, popular em Roma. As comemorações aconteciam durante o solstício de inverno, o dia mais curto do ano. No hemisfério norte, o solstício não tem data fixa - ele costuma ser próximo de 22 de Dezembro, mas pode cair até no dia 25. A origem da data é essa, mas será que Jesus realmente nasceu no período de fim de ano? Os especialistas duvidam. "Entre os estudiosos do Novo Testamento e das origens do &lt;a href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=cristianismo" target="_self"&gt;&lt;span style="COLOR: blue; mso-bidi-font-size: 11.0pt"&gt;cristianismo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, é consenso que ele não nasceu em 25 de Dezembro", afirma o cientista da religião Carlos Caldas, da Universidade Mackenzie, em São Paulo. Na &lt;a href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=B%EDblia" target="_self"&gt;&lt;span style="COLOR: blue; mso-bidi-font-size: 11.0pt"&gt;Bíblia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, o evangelista Lucas afirma que Jesus nasceu na época de um grande recenseamento, que obrigava as pessoas a saírem do campo e irem às cidades se alistar. Só que, em Dezembro, os invernos na região de &lt;a href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=Israel" target="_self"&gt;&lt;span style="COLOR: blue; mso-bidi-font-size: 11.0pt"&gt;Israel&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; são rigorosos, impedindo um grande deslocamento de pessoas. "Também por causa do frio, não dá para imaginar um menino nascendo numa estrebaria. Mesmo lá dentro, o frio seria insuportável em Dezembro", diz Caldas. O mais provável é que o nascimento tenha ocorrido entre Março e Novembro, quando o clima no Oriente Médio é mais ameno.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 5pt; BACKGROUND: #e9eef0" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; FONT-SIZE: 9pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT"&gt;                                                                                                                                                                          &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Mundo Estranho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3684286241343554018-466889148363048470?l=darkangel78-vidya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/feeds/466889148363048470/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/12/por-que-o-natal-e-comemorado-em-25-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/466889148363048470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/466889148363048470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/12/por-que-o-natal-e-comemorado-em-25-de.html' title='Por que o Natal é comemorado em 25 de Dezembro?'/><author><name>DarkAngel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15057576399933990509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3684286241343554018.post-455166866171624104</id><published>2009-12-29T14:06:00.001-01:00</published><updated>2009-12-29T14:13:41.119-01:00</updated><title type='text'>Quando e por que o Papai Noel passou a simbolizar o Natal?</title><content type='html'>&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: #e9eef0" class="MsoNormal" align="left"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; FONT-SIZE: 9pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT"&gt;O mito do bom velhinho foi inspirado em São Nicolau, um bispo católico que viveu no século 4 na cidade de Mira, actual Turquia. "Ele ficou conhecido em todo o Oriente por sua bondade e pela atenção com as crianças", afirma o frei Luiz Carlos Susin, professor de teologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Diz a lenda que Nicolau presenteava as crianças no dia de seu aniversário, em 6 de Dezembro. Nos séculos seguintes, o mito se espalhou pela Europa e a data da entrega de presentes acabou se confundindo com o nascimento de Cristo. "Quando a história chegou à Alemanha, no século 19, o velhinho ganhou roupas de inverno, renas, um trenó de neve e uma nova casa: o Pólo Norte", afirma Luiz.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: #e9eef0" class="MsoNormal" align="left"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; FONT-SIZE: 9pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT"&gt;Nessa época, Noel ainda era representado como um homem alto e magro com roupas que variavam de cor - dependendo do relato, elas eram azuis, amarelas, verdes ou vermelhas. A silhueta rechonchuda, o rosto barbudo e os trajes vermelhos que conhecemos hoje apareceram pela primeira vez na revista americana Harper’s Weekly, em 1881. A figura, desenhada pelo cartoonista Thomas Nast, sofreu uma nova transformação em 1931. Na criação de um anúncio para a Coca-Cola, o desenhista Haddon Sundblom acrescentou um saco de presentes e um gorro ao personagem. A série de comerciais que mostrava Noel metido em situações engraçadas para entregar seus brinquedos rodou o mundo, popularizou essa imagem e, claro, turbinou as vendas do refrigerante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: #e9eef0" class="MsoNormal" align="left"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; FONT-SIZE: 9pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT"&gt;O nome Santa Claus, como Noel é conhecido em inglês, é uma adaptação de Sinter Klaas, forma como São Nicolau era chamado pelos holandeses, que levaram suas tradições natalinas para colónias na América no século 17 (entre elas a região da cidade de Nova York). Já por aqui, a origem da expressão "Papai Noel" tem raízes no idioma francês, no qual Noël significa "Natal". Ou seja, no Brasil, o bom velhinho ganhou um carinhoso nome que significa literalmente "Papai Natal".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: #e9eef0; mso-outline-level: 5" class="MsoNormal" align="left"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; COLOR: #ffd200; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT"&gt;Lar gelado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: #e9eef0; mso-outline-level: 6" class="MsoNormal" align="left"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT"&gt;Finlandeses dizem que o bom velhinho mora na Lapónia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 5pt; BACKGROUND: #e9eef0" class="MsoNormal" align="left"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; FONT-SIZE: 9pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT"&gt;A lenda de que Noel vivia no Pólo Norte, onde comandava sua oficina de brinquedos, serviu para os finlandeses estimularem o turismo local. Na década de 1950, o governo construiu uma vila de madeira na cidade de Rovaniemi, na região da Lapónia, que acabou se tornando o lar oficial do Papai Noel. Quem decide enfrentar o rigoroso inverno Árctico pode entregar seus recados pessoalmente a um duplo do bom velhinho, que recebe aproximadamente 700 mil cartas por ano - quase todas, é claro, com pedidos de presentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 5pt; BACKGROUND: #e9eef0" class="MsoNormal" align="left"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; FONT-SIZE: 9pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT"&gt;                                                                                                                                                                             &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Mundo Estranho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3684286241343554018-455166866171624104?l=darkangel78-vidya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/feeds/455166866171624104/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/12/quando-e-por-que-o-papai-noel-passou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/455166866171624104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/455166866171624104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/12/quando-e-por-que-o-papai-noel-passou.html' title='Quando e por que o Papai Noel passou a simbolizar o Natal?'/><author><name>DarkAngel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15057576399933990509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3684286241343554018.post-7894062044440976567</id><published>2009-12-29T14:02:00.001-01:00</published><updated>2009-12-29T14:05:04.206-01:00</updated><title type='text'>Qual é a origem da árvore de Natal?</title><content type='html'>&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: #e9eef0" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; FONT-SIZE: 9pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT"&gt;Enfeitar árvores, é um ritual antiquíssimo, presente em praticamente todas as culturas e religiões pagãs, para celebrar a fertilidade da natureza. Os primeiros registos de sua adopção pelo &lt;a href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=cristianismo" target="_self"&gt;&lt;span style="COLOR: blue; mso-bidi-font-size: 11.0pt"&gt;cristianismo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; vêm do norte da Europa (terra dos pinheiros, a árvore de Natal clássica), no começo do século XVI - mas tudo indica que, a essa altura, já era uma tradição medieval. No antigo calendário cristão, o dia 24 de Dezembro era dedicado a Adão e Eva, cuja história costumava ser reencenada nas igrejas. "O paraíso era representado plasticamente por uma árvore carregada de frutos, colocada no meio da cena teatral", afirma o teólogo Fernando Altermeyer, da PUC-SP.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 5pt; BACKGROUND: #e9eef0" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; FONT-SIZE: 9pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT"&gt;As pessoas, então, passaram a montar essas alegorias em suas casas, com árvores cada vez mais decoradas: de velas (simbolizando a luz de Cristo), estrelas (alusão à estrela de Belém) e rosas (em homenagem à Virgem Maria) até hóstias (pedindo perdão pelos pecados). Nos séculos XVII e XVIII, o hábito se tornou tão popular entre os povos germânicos que eles mesmos o creditaram a seu maior líder religioso, Martinho Lutero (1483-1546), fundador do protestantismo. A árvore de Natal só se difundiu pelo resto do planeta a partir de 1841, quando o príncipe Albert (1819-1861) - esposo alemão da rainha Vitória - montou uma delas no palácio real britânico. Na época, o império vitoriano dominava mais de meio mundo e o costume logo se tornou universal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;                                                                                                                                        &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Mundo Estranho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3684286241343554018-7894062044440976567?l=darkangel78-vidya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/feeds/7894062044440976567/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/12/qual-e-origem-da-arvore-de-natal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/7894062044440976567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/7894062044440976567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/12/qual-e-origem-da-arvore-de-natal.html' title='Qual é a origem da árvore de Natal?'/><author><name>DarkAngel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15057576399933990509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3684286241343554018.post-1890305673276174746</id><published>2009-11-24T17:17:00.000-01:00</published><updated>2009-11-24T17:22:54.770-01:00</updated><title type='text'>O raio X dos maias</title><content type='html'>&lt;h2&gt;Eles já haviam entrado em declínio quando os espanhóis chegaram. Hoje, os arqueólogos se esforçam para criar um retrato fiel da civilização que, por sete séculos, foi uma das mais desenvolvidas do Ocidente&lt;/h2&gt;&lt;h6&gt;por Tiago Cordeiro&lt;/h6&gt;&lt;div id="texto" sizset="1" sizcache="0"&gt;&lt;p&gt;Em 1511, um navio espanhol com 15 homens e duas mulheres naufragou no norte da península de Yucatán, perto da atual cidade mexicana de Cancún. Seus tripulantes, que pretendiam ir para Cuba, foram capturados pelos misteriosos moradores da região. Acabaram distribuídos como escravos entre os vários chefes locais – muitos foram sacrificados aos deuses. Seis anos depois, o explorador espanhol Francisco Hernández de Córdoba chegou à mesma região, que ele acreditava ser uma ilha. Chegou ali com 110 homens, em três navios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A expedição de Hernández encontrou três grandes cidades, todas habitadas por um &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=povo" target="_self"&gt;povo&lt;/a&gt; desconhecido dos espanhóis. Foi o suficiente para impressionar os europeus, que ainda não tinham visto nenhum grande conglomerado urbano nas Américas. Ecab, a primeira das cidades encontradas, foi apelidada de “El Gran Cairo”, numa referência à capital egípcia. No começo, apesar das diferenças lingüísticas e culturais, os exploradores foram bem recebidos. Isso mudou quando Hernández e seus homens chegaram a Champotón, na costa oeste da península. Atacados pelos nativos, liderados por Mochcouoh, muitos espanhóis morreram. Os poucos sobreviventes bateram em retirada. Muito ferido, Hernández morreria ainda em 1517. Mas a descoberta dos maias estava oficialmente feita.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As comunidades pelas quais passou a expedição de Hernández faziam parte do que restava de uma complexa sociedade que, durante 700 anos, dominara a América Central. Os maias haviam criado gigantescas cidades, com pirâmides e observatórios astronômicos. Em algumas áreas do conhecimento, chegaram a avançar muito mais que os europeus. Apesar de ter impressionado tanto os espanhóis, entretanto, os maias do século 16 não formavam mais, nem de longe, a civilização grandiosa de outrora. Uma amostra dessa decadência pode ser vista em &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=Apocalypto" target="_self"&gt;Apocalypto&lt;/a&gt;, de Mel Gibson, que estreou recentemente nos cinemas brasileiros. O &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=filme" target="_self"&gt;filme&lt;/a&gt; foi produzido nas regiões mexicanas de Catemaco e Vera Cruz e é falado em um dos dialetos maias. Em vez de continuar formando um sistema de cidades integradas, os maias viraram habitantes de povoados dispersos – e, muitas vezes, conflituosos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para entender a ascensão e o declínio do &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=povo" target="_self"&gt;povo&lt;/a&gt; &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maia" target="_self"&gt;maia&lt;/a&gt; é preciso voltar no tempo. É o que alguns dos grandes arqueólogos do mundo estão fazendo hoje, escavando no México e na América Central. Antes, acreditava-se que os maias haviam surgido por volta de 700 a.C. Graças a descobertas feitas em 2004 na Guatemala pela equipe do arqueólogo Arthur Demarest, da Vanderbilt University, sabe-se que, por volta de 1500 a.C., grupos maias já tinham criado estátuas de 5 metros de altura por 3 de largura. Até o ano 200, construíram centros cerimoniais como Uaxactún e Tikal, onde os agricultores se encontravam nos períodos de celebrações religiosas. Nos sete séculos seguintes, eles viveram seu período de maior exuberância, chamado de “clássico” pelos pesquisadores. Levantaram El Petén, ainda na Guatemala, e se expandiram para o oeste, o sudoeste e o norte. Surgiram Palenque, Copán e Piedras Negras, entre outras 40 cidades – boa parte delas no atual território mexicano. O território alcançava os atuais México, Belize e El Salvador e chegou a ter 325 mil quilômetros quadrados de área.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estruturadas em torno de praças, as cidades tinham ruas de calçadas largas e abrigavam pirâmides de até 45 metros, templos religiosos com abóbadas, palácios com grandes espaços internos, casas de banho e espaços para a prática de esportes. As casas normalmente tinham três quartos seguidos, com a luz entrando apenas pela porta da frente, e a cozinha ao fundo. A água vinha de poços, graças a um sistema intrincado de irrigação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em novembro de 2006, o pesquisador japonês Takeshi Inomata divulgou a tese de que os maias usavam suas praças centrais como grandes anfiteatros, onde eram apresentados espetáculos que tratavam das divindades e reforçavam o poder da elite local. Apesar de nunca terem formado um império unificado, as grandes cidades maias mantinham uma organização política parecida: a maior autoridade em cada vila era o halach vinic, que governava em nome de um dos deuses. Seu cargo era hereditário, e cabia a ele escolher, entre os membros da nobreza, os homens responsáveis por comandar os soldados e fiscalizar o pagamento de impostos e a aplicação das leis. Além dos governantes, havia sacerdotes, responsáveis pelos templos, pelas pesquisas astronômicas, pelos tratamentos médicos e pelo ensino. Abaixo deles vinham os guerreiros, os artesãos e os pequenos comerciantes. A base da &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=pir%E2mide" target="_self"&gt;pirâmide&lt;/a&gt; populacional era formada pelos camponeses e pelas pessoas que trabalhavam nas construções. Eram eles que sustentavam a elite.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nenhuma cidade tinha controle sobre a outra, mas as maiores e mais poderosas usavam o poder militar para conseguir os melhores acordos comerciais. “Os reis podiam se aliar uns aos outros por períodos que podiam variar de um a 200 anos. Essa era uma organização política muito frágil e pouco estável. É por isso que, apesar de terem em comum a língua, os hábitos e a &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=religi%E3o" target="_self"&gt;religião&lt;/a&gt;, eles nunca foram um único império”, diz o americano Marcello Canuto, professor de Arqueo&amp;shy;logia da Universidade de Yale.&lt;/p&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Em nome dos deuses&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Até cerca de duas décadas atrás, os maias eram vistos como um &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=povo" target="_self"&gt;povo&lt;/a&gt; pacato. Mas a &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=arqueologia" target="_self"&gt;arqueologia&lt;/a&gt; acabou descobrindo que eles faziam sacrifícios sangrentos, com direito a cerimônias em que as vítimas eram arremessadas vivas dentro de poços. Achou cruel? Bem, as alternativas não eram lá muito melhores: era comum que o sacerdote arrancasse o coração das pessoas ainda batendo ou as esfolasse para vestir sua pele. Toda essa carnificina tinha uma explicação simbólica: os maias acreditavam que o homem faz parte de uma terceira geração de seres humanos, feita a partir do milho. As duas anteriores, construídas com barro e depois com madeira, teriam sido destruídas por dilúvios, um de água e outro de lava. Para evitar destino parecido, era preciso agradar os deuses constantemente com oferendas valiosas – e nada era mais valioso que o sangue humano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os maias acreditavam em 13 deuses que habitariam 13 diferentes camadas celestes. Haveria ainda outros nove deuses, moradores de nove mundos subterrâneos. Essas divindades não eram exclusivamente boas ou más, mas algumas ajudavam mais os seres humanos que outras. Ah Puch, por exemplo, é o temível &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=deus" target="_self"&gt;deus&lt;/a&gt; da morte, e Camazotz, com sua forma de morcego, é um de seus demônios. No lado mais amistoso do panteão, Chaac é o responsável pelas chuvas, e o &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=deus" target="_self"&gt;deus&lt;/a&gt; em forma de cobra Gucumatz é responsável pela criação de novos seres.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas a relação dos maias com os deuses ia além dos cerimoniais violentos. Essa devoção acabou dando impulso para que uma ciência se desenvolvesse: a &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=astronomia" target="_self"&gt;astronomia&lt;/a&gt;, usada para entender melhor o ciclo da vida, criado e mantido pelas divindades. Um dos observatórios mais importantes, o de Caracol, nas ruínas de Chichén Itzá, ainda está em ótimo estado. A observação dos astros levou os maias a criar um calendário dividido em 18 meses de 20 dias e mais um mês curto, de 5 dias. A cada 52 anos era celebrado um mês extra de 13 dias e a cada 3172 anos havia um ano 25 dias mais curto. Pode soar muito complicado, mas, na ponta do lápis, essa organização fazia com que o ano &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maia" target="_self"&gt;maia&lt;/a&gt; tivesse 365,242129 dias. Isso é incrivelmente próximo do calendário astronômico, que possui 365,242198 dias. Até 1582, a Europa usava um calendário bem menos preciso, de 365,25 dias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os maias ainda conheciam bem os ciclos da Lua e estimavam que o ciclo de Vênus tinha 584 dias de duração (um dado muito próximo do hoje considerado real: 583,92 dias). Para sustentar o conhecimento da &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=astronomia" target="_self"&gt;astronomia&lt;/a&gt;, eles desenvolveram a &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=matem%E1tica" target="_self"&gt;matemática&lt;/a&gt;, que incluía o conceito de zero já no ano 325 – os europeus só passariam a adotá-lo em suas contas a partir do século 12. O sistema de numeração &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maia" target="_self"&gt;maia&lt;/a&gt; tinha base 20 e era representado por pontos e barras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao lado de toda essa &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=matem%E1tica" target="_self"&gt;matemática&lt;/a&gt;, os maias desenvolveram a linguagem escrita mais completa de toda a América pré-colombiana. Ela era composta por mil diferentes caracteres, representando sons e símbolos. Além de ser entalhados em pedra, os textos eram pintados sobre cerâmica ou códices (placas feitas de fibras vegetais, recobertas de resina e cal – dobradas, ficavam com uma forma parecida com a de nossos livros). Nos últimos cinco anos, conforme novas inscrições vêm sendo encontradas, o número de caracteres traduzidos saltou de 180 para 500.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 2001, a equipe de Arthur Demarest descobriu novos degraus da &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=pir%E2mide" target="_self"&gt;pirâmide&lt;/a&gt; de Dos Pilas, na Guatemala. Eles estavam soterrados, mas apareceram graças à destruição causada por um furacão. Nos degraus, estavam gravados hieroglifos que contam a história de uma &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=guerra" target="_self"&gt;guerra&lt;/a&gt; entre duas cidades-estado, Tikal e Calakmul. Esses textos forneceram uma nova informação: o rio Usumacinta, que nasce na Guatemala e desemboca no golfo do México, facilitou o comércio entre os maias e possibilitou o surgimento de várias cidades. Mas, afinal, por que elas teriam entrado em decadência?&lt;/p&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Apocalipse na América&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora ainda haja muitas perguntas a ser respondidas, a estrutura política centralizada em torno de uma pequena aristocracia improdutiva pode ter acelerado a decadência dos maias. Os achados arqueológicos indicam que, a partir do ano 900, suas principais cidades foram abandonadas. Sabe-se que a área foi assolada por longos períodos de seca. De acordo com o geólogo David Hodell, da Universidade da Flórida, entre os anos 700 e 900, a região dos maias experimentou as maiores estiagens em 7 mil anos. Mas não há sinais de que a seca tenha provocado mortes em massa. O mais provável é que os camponeses tenham abandonado as cidades e se retirado para regiões mais isoladas, onde viveriam do que plantavam, sem prestar contas a reis nem sustentá-los. Vários indícios, como templos inacabados e tronos queimados, sugerem que, antes de deixar os municípios, os colonos teriam promovido rebeliões.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em seu livro Colapso, o biólogo americano Jared Diamond argumenta que a falta de visão de futuro e a ausência de cuidado com o meio ambiente é que teriam provocado o declínio da civilização &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maia" target="_self"&gt;maia&lt;/a&gt;. O antropólogo americano Marcello Canuto pensa de modo parecido. “Os governantes estavam ocupados demais na construção de obras grandiosas e não foram capazes de lidar com as necessidades do &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=povo" target="_self"&gt;povo&lt;/a&gt;”, diz o professor da Universidade de Yale. “Em 800 eles estavam fazendo exatamente o mesmo tipo de agricultura do ano 200, mas a população tinha aumentado. Não havia como produzir mais comida para mais pessoas, no mesmo pedaço de terra, sem degradar o ambiente.”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre os séculos 10 e 12, os maias registraram um período de renascimento, concentrado na região de Yucatán. Por trás dessa nova fase estava a influência dos toltecas, um &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=povo" target="_self"&gt;povo&lt;/a&gt; que viveu entre a península e o território dos astecas. Além de tornar mais sangrentos os rituais religiosos, os toltecas levaram os maias a intensificar o comércio e o intercâmbio com outros povos. Nessa fase, que os estudiosos chamam de “pós-clássica”, a liga de Mayapán, formada por Mayapán, Uxmal e Chichén Itzá, passou a liderar as principais cidades da região. Mas, a partir de 1441, a união se tornou instável e novos conflitos provocaram a dissolução da liga. Quando os espanhóis desembarcaram na península, os maiores centros maias estavam abandonados e as populações sobreviventes estavam constantemente em pé de &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=guerra" target="_self"&gt;guerra&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Conquista e resistência&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em plena crise interna, os maias tiveram de encarar a &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=invas%E3o" target="_self"&gt;invasão&lt;/a&gt; espanhola. Depois da malfadada expedição de Francisco Hernández de Córdoba, em 1517, a &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=Espanha" target="_self"&gt;Espanha&lt;/a&gt; voltou à carga contra os maias. O explorador Juan de Grijalva viajou para Yucatán no ano seguinte, mas recebeu informações a respeito de um outro império a leste, muito mais poderoso – e, principalmente, mais rico em ouro. Eram os astecas. Isso mudou totalmente a estratégia de conquista dos espanhóis: os maias, mais pobres e mais desorganizados, foram relegados a segundo plano – sequer valia a pena investir tempo e pessoal em uma &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=guerra" target="_self"&gt;guerra&lt;/a&gt; contra eles. Enquanto isso, os vizinhos sofriam as conseqüências.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 1521, apenas dois anos depois de sair para sua missão de conquista, Hernán Cortés derrotou os astecas, destituiu e torturou pessoalmente o imperador Cuauhtémoc e arrasou a capital Tenoch&amp;shy;titlán, onde começou a surgir a Cidade do México. Garantido o controle sobre o território e as riquezas astecas, os espanhóis não tiveram pressa em voltar à carga contra os maias. Ironicamente, a falta de ouro e a desorganização política garantiram a eles longevidade muito maior – como não existia um império unificado, as cidades maias tinham que ser derrotadas praticamente uma a uma.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A primeira grande iniciativa de conquista dos maias ocorreu em 1527, liderada por Francisco de Montejo. Depois de massacrar 1200 nativos na cidade de Chauca, suas tropas acabaram expulsas de Yucatán no ano seguinte. Uma nova &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=invas%E3o" target="_self"&gt;invasão&lt;/a&gt; ocorreu em 1531, mas também acabou em fuga espanhola. Em 1540, Francisco Montejo Filho, que herdara a missão do pai, chegou à península com um grande exército. Seis anos depois, apoiado por alguns chefes locais, declarou vitória na região de Yucatán. Mais ao sul, entretanto, os maias seguiram livres. Tayasal, na atual Guatemala, foi o último foco de resistência. Só caiu em 1697.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os maias foram conquistados, mas não exterminados. “Em uma &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=luta" target="_self"&gt;luta&lt;/a&gt; paciente e silenciosa, a cultura &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maia" target="_self"&gt;maia&lt;/a&gt; sobrevive a todas as conquistas e se mantém preservada nos trajes, nas comidas, nas lendas, nas músicas e nas danças”, afirma Mariluci Guberman, do Programa de Pós-Graduação em Letras Neolatinas da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Hoje, 6 milhões de pessoas que vivem em Yucatán e na Guatemala são consideradas maias. Eles falam 25 dialetos diferentes e, em sua maioria, vivem exatamente da mesma forma que seus antepassados: espalhados pela zona rural, vivendo da agricultura e visitando o centro da vila apenas em ocasiões festivas. Acordam às 4 da manhã para trabalhar no plantio, voltam para casa às 19h e dormem às 21h.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As mulheres maias mantêm as roupas tradicionais, com vestidos longos e véus. Produzem tecidos com padrões seculares, herdeiros diretos dos que eram feitos antes da chegada dos espanhóis. A religiosidade politeísta também é mantida, ainda que disfarçada sob os conceitos e santos católicos. Entre as maiores personalidades maias de nosso tempo estão o Subcomandante Marcos, líder do grupo rebelde zapatista da região mexicana de Chiapas, e dois guatemaltecos vencedores do Prêmio Nobel. O primeiro foi Miguel Ángel Asturias, o escritor mais importante da história de seu país, que venceu na categoria Literatura em 1967 (e morreu em 1974). A segunda foi Rigoberta Menchú, que ganhou o Nobel da Paz em 1992 por sua &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=luta" target="_self"&gt;luta&lt;/a&gt; pelos direitos dos povos indígenas da América. Ela é um claro exemplo de que, com 4500 anos de história, os maias são muito mais que um grande &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=povo" target="_self"&gt;povo&lt;/a&gt; do passado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="box" sizset="26" sizcache="0"&gt;&lt;h4 class="titulo"&gt;Para não confundir&lt;/h4&gt;&lt;h5 class="olho"&gt;Entenda as diferenças entre maias, astecas e incas&lt;/h5&gt;&lt;p&gt;Eles foram uma civilização muito avançada, mas acabaram sendo dizimados pelos espanhóis. Essa definição serviria tanto para maias quanto para astecas e incas, é verdade. Mas há distinções fundamentais entre esses três povos, muitas vezes confundidos entre si. Os mais próximos são os maias e astecas, habitantes da América Central e do atual México. Eles foram precedidos e influenciados pelos olmecas, que viveram nessas regiões até 400 a.C. Os olmecas tinham cidades de até 2 500 habitantes e escreveram o primeiro texto da América, datado de 650 a.C. Eram politeístas, faziam sacrifícios humanos, construíam pirâmides e jogavam futebol com bolas de borracha. Todos esses traços foram herdados por maias e astecas, que chegaram a ser contemporâneos. Os astecas surgiram em 1200, mais de 2 mil anos depois dos maias. Construíram um império cuja capital, Tenochtitlán, tinha 300 mil habitantes no século 16 (era maior do que todas as cidades européias da época, à exceção de Constantinopla). Já os incas são outro departamento. Viveram 5 mil quilômetros ao sul de maias e astecas, na região dos Andes. Dominavam a metalurgia, tinham sofisticadas técnicas agrícolas e usavam a lhama como animal de tração. Surgiram pouco depois dos astecas, em 1300. Como eles, também montaram um império com poder centralizado.&lt;/p&gt;No fim das contas, incas e astecas eram mais organizados e capazes de dominar a tecnologia. Os maias, em compensação, eram muito cultos. “Ao contrário de todos os outros povos da região, eles desenvolveram um sistema completo de escrita”, diz antropólogo americano Marcello Canuto, da Universidade de Yale. “Nosso mundo se apóia na escrita. Por isso, temos um grande fascínio por eles. Não é à toa que Mel Gibson escolheu os maias, e não os astecas ou os incas, para fazer um filme.” &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;h4 class="titulo"&gt;Nativo adotivo&lt;/h4&gt;&lt;h5 class="olho"&gt;O espanhol que escolheu lutar ao lado dos maias&lt;/h5&gt;&lt;p&gt;Membros do grupo que encontrou acidentalmente os maias em 1511, no norte da península de Yucatán, o padre Gonzalo Guerrero e o frei franciscano Gerónimo de Aguilar tiveram a sorte de não serem mortos ou escravizados. Em 1519, o conquistador Hernán Cortés descobriu que ambos estavam vivos, presos em Chetumal, e negociou até conseguir a liberação deles. Só Gerónimo aceitou. Gonzalo quis ficar. “Casei-me aqui, tenho três filhos e sou um cacique &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maia" target="_self"&gt;maia&lt;/a&gt;. Os espanhóis jamais me aceitariam”, teria dito ao ex-colega de cativeiro. Até morrer, em 1531, Gerónimo se tornou intérprete dos espanhóis e ajudou na violenta conquista do México. Já Gonzalo liderou a resistência &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maia" target="_self"&gt;maia&lt;/a&gt; contra os espanhóis em Chetumal até ser morto no campo de batalha, em 1536. Seus filhos com a índia Zazil são considerados os primeiros mexicanos.&lt;/p&gt;&lt;h4 class="titulo"&gt;Cientistas letrados&lt;/h4&gt;&lt;h5 class="olho"&gt;Os pontos altos da civilização maia eram a astronomia, a matemática e o alfabeto&lt;/h5&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;De olho no céu&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O observatório de Caracol, na cidade de Chichén Itzá, foi construído por volta do ano 1050. O seu nome vem do formato da escada interna que leva ao posto de observação no topo do edifício.&lt;/p&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Um dia após o outro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em superfícies de pedra como esta, os maias usavam símbolos matemáticos para contar a passagem dos dias. O calendário &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maia" target="_self"&gt;maia&lt;/a&gt; era mais preciso que o dos europeus.&lt;/p&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Escrituras&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;Placa de jade feita no século 5 mostra alguns dos mil caracteres do alfabeto maia, o mais completo existente entre os povos da América pré-colombiana. &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;h4 class="titulo"&gt;Mestres das obras&lt;/h4&gt;&lt;h5 class="olho"&gt;Os suntuosos palácios e as grandes pirâmides maias eram ricamente ornamentados&lt;/h5&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;A cobra que ri&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Detalhe de um dos edifícios de Chichén Itzá mostra a cabeça da serpente emplumada, animal mítico que adorna muitas construções da cidade.&lt;/p&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Selva de pedra&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Palenque é uma das mais belas e monumentais cidades maias. A construção maior era um &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=pal%E1cio" target="_self"&gt;palácio&lt;/a&gt;, terminado no século 8. E a &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=pir%E2mide" target="_self"&gt;pirâmide&lt;/a&gt; foi o túmulo do líder Pacal, morto em 683.&lt;/p&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Megacalendário&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;A pirâmide de Kukulcan, a mais famosa de Chichén Itzá, tem 25 metros de altura e quatro escadarias que, no total, possuem 364 degraus. Somados à cúpula, eles representariam os dias do ano. &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;h4 class="titulo"&gt;Parece que foi ontem&lt;/h4&gt;&lt;h5 class="olho"&gt;Os maias eram hábeis artesãos e cultivavam hábitos que ainda são comuns na América&lt;/h5&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Craques na pelota&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim como os astecas e olmecas, os maias também jogavam futebol, usando bolas de borracha. O artefato abaixo, do ano 590, é uma espécie de placar.&lt;/p&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Pausa para o lanche&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Algumas comidas típicas do México e da América Central nasceram com os maias. O curioso disco acima, por exemplo, era usado para fazer tortillas. Foi achado em Belize.&lt;/p&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Reflexo particular&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Encontrados na Guatemala, estes fragmentos compunham um espelho, feito de pirita. Provavelmente era usado por um rei para impressionar súditos.&lt;/p&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Beleza real&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;Esculpida em jade, esta jóia foi achada no túmulo de uma rainha maia. A peça provavelmente era usada como adorno de cabeça, presa a uma coroa ou uma faixa. &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;h4 class="titulo"&gt;Para assistir sem legenda&lt;/h4&gt;&lt;h5 class="olho"&gt;Expressões em maia-yucateco, o dialeto usado em Apocalypto&lt;/h5&gt;&lt;p&gt;• Ahau: &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=deus" target="_self"&gt;deus&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;• Ah kin: sacerdote supremo&lt;/p&gt;&lt;p&gt;• Balam: jaguar&lt;/p&gt;&lt;p&gt;• Balché: vinho&lt;/p&gt;&lt;p&gt;• Chen: poço&lt;/p&gt;&lt;p&gt;• Chi: boca&lt;/p&gt;&lt;p&gt;• Chicle: borracha natural de mascar&lt;/p&gt;&lt;p&gt;• Copal: incenso&lt;/p&gt;&lt;p&gt;• Halach Uinic: rei&lt;/p&gt;&lt;p&gt;• Kin: sol&lt;/p&gt;&lt;p&gt;• Huipil: o vestido das mulheres&lt;/p&gt;&lt;p&gt;• Milpa: milho&lt;/p&gt;&lt;p&gt;• Nacom: comandante militar&lt;/p&gt;&lt;p&gt;• Pok-a-tok: futebol &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maia" target="_self"&gt;maia&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;• Quetzal: ave selvagem sagrada&lt;/p&gt;&lt;p&gt;• Sacbe: pedra usada nas construções&lt;/p&gt;&lt;p&gt;• Tulum: cerca&lt;/p&gt;&lt;p&gt;• Uinal: mês de 20 dias&lt;/p&gt;• Xibalba: o submundo, para onde vão os mortos &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;h4 class="titulo"&gt;Saiba mais&lt;/h4&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Livros&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;The Maya, Michael Coe, WW Norton, 1999&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com uma linguagem acessível, o maior especialista do mundo na civilização &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maia" target="_self"&gt;maia&lt;/a&gt; conta a história e as tradições desse &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=povo" target="_self"&gt;povo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;The Fall of the Ancient Maya, David L. Webster, Thames &amp;amp; Hudson, 2002&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O antropólogo americano analisa todas as teorias sobre a decadência dos maias, para concluir que ela foi lenta e provocada por uma série de fatores.&lt;/p&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Site&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;www.famsi.org&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;A página da Foundation for the Advancement of Mesoamerican Studies reúne informações sobre os principais grupos pré-colombianos, em especial os maias. &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;h4 class="titulo"&gt;Imagens da fé&lt;/h4&gt;&lt;h5 class="olho"&gt;A religião tinha importância fundamental para os maias. No cotidiano e na arte&lt;/h5&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Minissacrifício&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nem os poderosos estavam livres de oferecer seu sangue para os deuses. O relevo ao lado, do século 8, mostra Xoc, mulher de um líder &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maia" target="_self"&gt;maia&lt;/a&gt;. Ajoelhada num ritual, ela corta sua língua com espinhos.&lt;/p&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Medo alado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Encontrada em Copán, Honduras, esta escultura representa Camazotz, o &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=deus" target="_self"&gt;deus&lt;/a&gt; em forma de morcego que simboliza a morte e habitaria um dos nove mundos subterrâneos.&lt;/p&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Gênese divina&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;Em 2005, foi descoberto numa caverna de San Bartolo, na Guatemala, um mural que retrata diversos deuses maias. Pintado por volta de 100 a.C., ele mostra a criação do mundo. &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;h4 class="titulo"&gt;O cenário da conquista&lt;/h4&gt;&lt;h5 class="olho"&gt;Veja onde viviam os maias quando os espanhóis chegaram, no século 16&lt;/h5&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;O início&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O primeiro contato entre maias e espanhóis, em 1511, foi perto de Ecab. A maioria dos forasteiros, náufragos, acabou escravizada ou sacrificada.&lt;/p&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Recepção feroz&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em Champotón, a expedição do espanhol Francisco Hernández de Córdoba foi atacada em 1517. Ferido, Hernández fugiu com alguns sobreviventes.&lt;/p&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Massacre&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em Chauca, as forças do conquistador Francisco de Montejo mataram 1200 maias em 1527. Mas a resistência conseguiu expulsá-lo da península.&lt;/p&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Nome estrangeiro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A cidade de T’ho hoje se chama Mérida e é uma das maiores do México. Foi rebatizada por Francisco de Montejo, depois de ser conquistada em 1542.&lt;/p&gt;&lt;p class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;O fim&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;Em 13 de março de 1697, Tayasal se tornou a última cidade maia a se render aos invasores espanhóis. &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3684286241343554018-1890305673276174746?l=darkangel78-vidya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/feeds/1890305673276174746/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/11/o-raio-x-dos-maias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/1890305673276174746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/1890305673276174746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/11/o-raio-x-dos-maias.html' title='O raio X dos maias'/><author><name>DarkAngel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15057576399933990509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3684286241343554018.post-2775255507302420269</id><published>2009-10-26T17:10:00.000-01:00</published><updated>2009-10-26T17:10:23.813-01:00</updated><title type='text'>Como surgiram os naipes do baralho?</title><content type='html'>Os naipes actuais surgiram de uma mistura das versões espanhola e francesa: os nomes dos naipes vieram do espanhol, mas os símbolos gráficos que os representam são franceses. Até chegar ao baralho actual, de 52 peças, as cartas percorreram uma longa história. Acredita-se que os jogos de cartas tenham surgido na China por volta do século 10. No século 14, as cartas chegaram à Europa levadas pelos árabes, que adaptaram o baralho chinês. O baralho moderno começou a tomar forma no século 16, com o conjunto de 52 cartas criado pelos franceses. Nessa época, vários países da Europa tinham versões locais dos naipes, como os bastões da Espanha ou os pinhões da Alemanha. Como os logotipos franceses dos naipes eram mais simples e fáceis de imprimir, ganharam popularidade e foram adoptados em outras nações. :-S &lt;br /&gt;Baralho actual mistura influências espanhola, francesa e até árabe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BARALHO ESPANHOL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 48 cartas, numeradas de 1 a 9, e três figuras: valete (10), cavaleiro (11) e rei (12). Os nomes dos naipes são quase idênticos em português e espanhol: ouros, espadas, copas e bastos (“paus”), representando comerciantes, militares, religiosos e camponeses &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BARALHO FRANCÊS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 52 cartas de quatro naipes. Os nomes originais eram carreaux (“quadrados”, que equivale a “ouros”), pique (“pontas de lança”, nossas “espadas”), coeurs (“corações”, nosso “copas”) e trèfles (“trevos”, nosso “paus”). O cavaleiro foi trocado pela dama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÁS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe qual foi o primeiro baralho a trocar a carta de número 1 pelo ás, mas muitos acreditam que tenha sido o baralho alemão – no baralho francês, a primeira carta é o 1 mesmo. A palavra “ás” vem do latim e significa “uma unidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOKER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há duas explicações para a origem do joker. Uma é o “louco”, carta do baralho italiano sem naipe ou número. Outra versão diz que o&amp;nbsp;joker tem origem inglesa e surgiu no século 19 de uma carta conhecida como “imperial bower”, que vencia todas as outras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARTAS NOBRES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As figuras existem desde que os árabes incluíram pessoas da corte, como o rei, a rainha e o valete (servo real). Nossas figuras vieram da França (valete, dama e rei, V, D e R no baralho francês), mas usamos as letras do baralho inglês: J vem de jack (“valete”, em inglês), Q de queen (“rainha”) e K de king (“rei”).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3684286241343554018-2775255507302420269?l=darkangel78-vidya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/feeds/2775255507302420269/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/10/como-surgiram-os-naipes-do-baralho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/2775255507302420269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/2775255507302420269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/10/como-surgiram-os-naipes-do-baralho.html' title='Como surgiram os naipes do baralho?'/><author><name>DarkAngel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15057576399933990509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3684286241343554018.post-8409142031252626018</id><published>2009-10-21T11:25:00.000Z</published><updated>2009-10-21T11:25:56.428Z</updated><title type='text'>Quais são os principais deuses egípcios?</title><content type='html'>RÁ-ATUM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Principal deus egípcio, Rá é o responsável pela criação do mundo e representa o Sol. Ele é descrito de diversas formas, desde com a face de uma ave de rapina até como um escaravelho. Os egípcios acreditavam que seu rei (o faraó) era a encarnação de Rá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OSÍRIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descendente directo de Rá (o deus da criação), Osíris é o filho mais velho do casal Geb e Nut. Ele reinou sobre a Terra como o primeiro faraó do Egipto. Isso até ser assassinado por seu irmão Seth. A partir daí, Osíris virou o deus supremo e o juiz do mundo dos mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÍSIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona de poderes mágicos, protectora e piedosa, a irmã-esposa de Osíris era muito popular - foi a última divindade egípcia a ser adorada na Europa antes da chegada do cristianismo. O rio Nilo nasceu das lágrimas que ela derramou quando Osíris morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SETH&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deus do caos é o responsável pelas guerras e pela escuridão. Matou o irmão, Osíris, mas perdeu a supremacia do Egito para o sobrinho Hórus. Tem a forma do porco-formigueiro – animal raro da África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NEPHTHYS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No vale-tudo da mitologia, foi irmã-esposa de Seth e de Osíris. Após a morte deste, separou-se de Seth e se juntou a sua irmã Ísis em luto. É associada ao culto dos mortos e mostrada às vezes como uma mulher ao lado de sarcófagos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HÓRUS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho de Osíris e Ísis, tem cabeça de falcão e é o protetor dos faraós e das famílias. Quando perdeu o pai, lutou contra Seth pelo trono de principal deus do Egipto. Após intervenção de Osíris, direto do “Além”, os demais deuses aclamaram Hórus como líder supremo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HATHOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esposa de Hórus é a deusa guardiã das mulheres (especialmente as grávidas) e protetora dos amantes. No Egipto antigo, a vaca era considerada um animal gentil, por isso Hathor era representada com a cabeça ou as orelhas de uma vaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANÚBIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deus com cabeça de chacal nasceu da união de Osíris e Nephthys. Foi ele quem criou a primeira múmia, ao preparar o corpo do pai assassinado. Tem papel importante na passagem para o mundo dos mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THOTH&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua origem é polêmica: alguns textos o apresentam como filho de Rá, outros, como de Seth. Com cabeça de uma ave – a íbis – é o deus da Lua, da sabedoria e da cura. É o patrono dos escribas e trouxe os hieróglifos ao Egito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BASTET&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligada à fertilidade, é a deusa da sexualidade e do parto. Após o ano 1000 a.C., sua imagem ganhou a forma de gato – animal que para os egípcios traz boa sorte. É mais uma das filhas de Rá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEKHMETH&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poderosa deusa com cabeça de leoa é filha de Rá, mas reflete o aspecto destrutivo do Sol. Foi enviada por Rá para punir os humanos que passaram a adorar um deus em forma de serpente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MITO DA CRIAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Separação de deuses irmãos marca origem do mundo dos humanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Os primeiros filhos de Rá foram Shu (deus do ar) e Tefnut (deusa da umidade). Como é comum nessa mitologia, os irmãos formaram um casal e tiveram como filhos Geb (deus da terra) e Nut (deusa dos céus). Ao nascer, os netos de Rá se juntaram num abraço, formando outro casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Rá não gostou muito dessa história e ordenou a Shu que ele separasse os filhos. Este empurrou Nut para cima e pressionou Geb para baixo. Enquanto Nut se tornava o céu que cobre o mundo, Geb virou a terra em que vivemos. E Shu permaneceu entre os filhos, representando o ar que as pessoas respiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JULGAMENTO FINAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “inferno” para os egípcios era ser devorado por um deus após a morte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Toda pessoa ao morrer era recebida pelo deus Anúbis. Ele tinha a missão de pesar o coração dos mortos em uma balança, uma espécie de avaliação de como a pessoa havia se comportado em vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Após ter o coração pesado, o morto era encaminhado para um julgamento final perante Osíris, que o questionava sobre diversas passagens da vida. Nessa conversa, Osíris podia até aliviar a barra de quem tivesse o coração “reprovado na balança”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Os aprovados viveriam para sempre em um paraíso similar à Terra na companhia dos deuses. Os reprovados eram devorados por Amnut, deusa representada pelos três animais mais temidos no Egito: ela tinha cabeça de crocodilo e corpo com partes de leão e de hipopótamo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3684286241343554018-8409142031252626018?l=darkangel78-vidya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/feeds/8409142031252626018/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/10/quais-sao-os-principais-deuses-egipcios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/8409142031252626018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/8409142031252626018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/10/quais-sao-os-principais-deuses-egipcios.html' title='Quais são os principais deuses egípcios?'/><author><name>DarkAngel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15057576399933990509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3684286241343554018.post-5343691029172814578</id><published>2009-10-16T11:13:00.000Z</published><updated>2009-10-16T11:13:20.645Z</updated><title type='text'>Qual o texto mais antigo em português?</title><content type='html'>É um texto de 1175, chamado Notícia de Fiadores, mas o duro é entendê-lo! A semelhança com o português actual é pouquíssima. Até o jeito como o patrício escrevia as letras é complicado! Mas os lingüistas identificam vários elementos nele que o caracterizam como português antigo, ou galego-português, e o diferem do latim, ainda muito empregado na época. O texto lista os fiadores de um tal de Pelágio Romeu, um português que, apesar de nobre, não era rico. O documento foi descoberto pela pesquisadora Ana Maria Martins, da Universidade de Lisboa, em 1999. Ela o encontrou no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, enquanto pesquisava para sua tese de doutorado. Como o local possui um imenso acervo inexplorado, ainda podem pintar outros documentos mais antigos. Confira ao lado a versão original do velho texto. E depois, claro, sua "tradução"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto Original&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noticia fecit pelagio romeu de fiadores Stephano pelaiz .xxi. solidos lecton .xxi. soldos pelai garcia .xxi. soldos. Güdisaluo Menendici. xxi soldos /2 Egeas anriquici xxxta soldos. petro cõlaco .x. soldos. Güdisaluo anriquici .xxxxta. soldos Egeas Monííci .xxti. soldos [i l rasura] Ihoane suarici .xxx.ta soldos /3 Menendo garcia .xxti. soldos. petro suarici .xxti. soldos Era Ma. CCaa xiiitia Istos fiadores atan .v. annos que se partia de isto male que li avem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Versão modernizada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelágio Romeu lista aqui seus fiadores: para Pedro Colaço, devo dez contos; para Estevão Pais, Leitão, Paio Garcia, Gonçalo Mendes, Egas Moniz, Mendo Garcia e Pedro Soares, deve vinte contos; para João Soares, trinta contos, e para Gonçalo Henriques, quarenta contos. Agora estamos em 1175, e só daqui a cinco anos vou ter que pagar esses patrícios!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3684286241343554018-5343691029172814578?l=darkangel78-vidya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/feeds/5343691029172814578/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/10/qual-o-texto-mais-antigo-em-portugues.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/5343691029172814578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/5343691029172814578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/10/qual-o-texto-mais-antigo-em-portugues.html' title='Qual o texto mais antigo em português?'/><author><name>DarkAngel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15057576399933990509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3684286241343554018.post-3442582103693628275</id><published>2009-10-15T12:16:00.000Z</published><updated>2009-10-15T12:16:56.956Z</updated><title type='text'>Quais são os principais deuses nórdicos?</title><content type='html'>ODIN &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido ao seu amor pela batalha, é o principal deus da mitologia nórdica – nascida em países do norte da Europa, como Suécia, Dinamarca e Islândia. Odin é o mais velho e sábio dos deuses. Com só um olho bom, ele vive com dois corvos em seus ombros: Huginn (pensamento) e Muninn (memória), que simbolizam a busca pelo conhecimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LOKI &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pai das Mentiras”, é parte gigante, parte deus. Às vezes é mostrado como irmão de Thor, mas na mitologia tradicional é irmão adotivo de Odin. Tem caráter maligno, mas traz equilíbrio ao panteão dos deuses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FRIGG &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher de Odin, a deusa da fertilidade veste um manto que parece com as nuvens – e que muda de cor de acordo com seu humor. Representa a feminilidade e era invocada pelas mulheres nos partos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HEL &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filha de Loki com uma gigante de gelo, é a deusa de Niflheim, a terra dos mortos. Descrita como uma figura de feições sempre sombrias, é viva da cintura para cima e morta da cintura para baixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THOR &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deus do trovão, é filho de Odin com outra deusa (Fjorgyn). Muito forte, tem como arma um martelo mágico. É o grande guerreiro dos deuses contra seus principais inimigos, os gigantes de gelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRAGI &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho de Odin com uma gigante, é o porta-voz e mensageiro dos deuses. Bom de “discurso”, tem o nome citado nos brindes que antecedem a narração de grandes histórias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TYR &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho de Odin e Frigg, tem força e coragem, e lidera os deuses nas batalhas. Sacrificou uma das mãos para o lobo Fenrir (filho de Loki) para manter a paz entre os deuses após mais uma das brigas entre eles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BALDER &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro filho de Odin e Frigg, é o mais belo, misericordioso e justo dos deuses. Espalha paz onde quer que ande. Por ser o deus mais amado e popular, tornou-se um dos alvos preferidos das intrigas de Loki. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NJORD &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Protetor dos navegadores, escolheu viver em Asgard após firmar uma paz com Odin. Os que o adoram navegam tranqüilos e têm boa sorte no nascimento dos filhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SKADI &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Skadi foi para Asgard para se vingar da morte do pai, um gigante. Temendo um confronto, os deuses colocaram os olhos do pai dela como estrelas no céu e lhe ofereceram Njord como marido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREYA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filha de Njord e Skadi. Deusa do amor e da luxúria, é uma mulher sensual. Amante de magia e feitiçaria, ela pode tomar a forma de um pássaro para viajar ao mundo dos mortos e trazer profecias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREYR &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O irmão de Freyja é o deus da abundância. Decide quando a chuva cai, dá fartura aos frutos da terra, e é invocado na paz e na prosperidade. Possui um barco capaz de carregar todos os deuses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FORSETI &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deus da justiça é filho de Balder e define as disputas entre os deuses e os humanos. Na mitologia, nunca falhou em um acordo. Falando por horas a fio, sempre convence os deuses pelo cansaço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMO TUDO COMEÇOU &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morte de um gigante está no início do Universo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lendas nórdicas não têm uma versão única. Há variações nos deuses e nas descrições de como o mundo foi criado. Um dos mitos diz que Odin e seus irmãos mataram um gigante, Ymir, formado de fogo e gelo. O corpo dele virou, então, a matéria-prima para a criação do mundo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restos do gigante: carne &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que virou: a terra &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restos do gigante: ossos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que virou: as pedras &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restos do gigante: sangue &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que virou: os rios e o oceano &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restos do gigante: cérebro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que virou: as nuvens &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MUNDO NÓRDICO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yggdrasil, a árvore da vida, tem três níveis &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ASGARD &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É onde vivem quase todos os deuses. A paz por lá só reinou após muitas&amp;nbsp;desavenças&amp;nbsp;entre eles. Asgard é cheia de grandes salões, como o grandioso Valhalla, salão de Odin. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MIDGARD &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os humanos vivem aqui. Midgard é cercada por um vasto oceano e é ligada a Asgard pela Bifrost, uma ponte em forma de arco-íris vigiada pelo deus Heimdall. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOTUNHEIM &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Região dentro de Midgard habitada por gigantes, raça que vive em conflito com os deuses. Lá fica uma fortaleza chamada Utgard, palco de várias aventuras de Thor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NIFLHEIM &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro e último nível é o domínio dos mortos. É um local gelado, onde a noite não tem fim e aonde os homens de mau caráter são enviados após a morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3684286241343554018-3442582103693628275?l=darkangel78-vidya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/feeds/3442582103693628275/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/10/quais-sao-os-principais-deuses-nordicos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/3442582103693628275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/3442582103693628275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/10/quais-sao-os-principais-deuses-nordicos.html' title='Quais são os principais deuses nórdicos?'/><author><name>DarkAngel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15057576399933990509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3684286241343554018.post-5363131333455507060</id><published>2009-10-14T14:27:00.000Z</published><updated>2009-10-14T14:27:46.634Z</updated><title type='text'>Como era a vida em um harém?</title><content type='html'>Não era uma orgia maluca como alguns pensam. Pelo contrário, a coisa era tão organizada que tinha até escala para escolher a mulher que passaria a noite com o dono do harém. Havia também uma hierarquia, dividindo a mulherada em escravas, amantes e esposas oficiais. Hoje em dia, apesar de um certo tabu sobre o tema, ainda funcionam esquemas semelhantes a haréns em regiões mais conservadoras de países árabes. Nada, porém, que se compare ao que&amp;nbsp;se passou&amp;nbsp;no palácio Topkapi entre os séculos 16 e 17. Situado na actual cidade de Istambul, na Turquia, o palácio, que era sede do Império Otomano, abrigou o mais famoso harém do mundo, que chegou a contar com até mil mulheres! A maior parte delas chegava lá como prisioneiras de guerra, escravas comercializadas e até como presentes de outros líderes ao poderoso sultão otomano. Actualmente, as centenas de aposentos desse harém histórico estão abertos para visita.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Entenda como a coisa toda funcionava. : - )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CASA DA SOGRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher mais poderosa não era nenhuma esposa, nem odalisca, e sim a mãe do sultão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS OUTRAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas despertavam menos atenção que a esposa "favorita", mas outras três mulheres também ganhavam o direito de ser esposas do sultão. Esse status garantia luxos como quartos e eunucos particulares para cada uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PÔ, MANO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podiam estar de olho no trono, os irmãos do sultão moravam em um aposento isolado, com vista para o harém, mas sem acesso ao mulherio. Por outro lado, alguns convidados do sultão podiam receber a honra de ganhar uma odalisca de presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO EMPREGO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As odaliscas ocupavam o cargo hierarquicamente mais baixo entre as mulheres do sultão e tinham também que fazer os serviços domésticos, como cuidar da limpeza. As que mais se destacavam podiam ser "promovidas" a amantes (concubinas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AMANTES OFICIAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As concubinas eram as mais belas e educadas escravas, que cantavam e dançavam para o sultão. Em geral, tinham direito a só uma noite de amor com ele. Mas, se engravidassem, viravam amantes regulares - por supostamente serem mais férteis para gerar herdeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORA, BOLAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para evitar que uma mulher tivesse um filho que não fosse do sultão, os funcionários do palácio eram castrados e diziam adeus a seus testículos. Havia tanto eunucos negros como brancos. Estes, normalmente capturados na Europa, assumiam funções administrativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PERDA TOTAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os eunucos negros eram escravos africanos que cuidavam da segurança das mulheres. O convívio próximo a elas custava-lhes a retirada não só dos testículos mas também do pênis! Era o chefe dos eunucos negros quem conduzia as amantes para os aposentos do sultão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TODO-PODEROSO SULTÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o dia, preocupado em liderar o império, o sultão quase não tinha contato com as mulheres todas que havia à sua disposição. Sexo mesmo só nas noites de amor e com uma mulher de cada vez - nada de chamar várias odaliscas para uma farra... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHEFE DE FAMÍLIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira dona do pedaço era a mãe do sultão. Além de participar da administração do palácio como conselheira, ela selecionava as candidatas a ingressar no harém e escolhia as garotas que teriam direito a uma noite de amor com seu filho, na suíte imperial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A FAVORITA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as esposas oficiais, havia a "favorita", que era a segunda mulher mais poderosa do harém. Seu grande sonho era ver o filho assumir o trono quando o sultão morresse. Mas sempre havia o risco de o sultão indicar como herdeiro um filho com outra esposa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3684286241343554018-5363131333455507060?l=darkangel78-vidya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/feeds/5363131333455507060/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/10/como-era-vida-em-um-harem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/5363131333455507060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/5363131333455507060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/10/como-era-vida-em-um-harem.html' title='Como era a vida em um harém?'/><author><name>DarkAngel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15057576399933990509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3684286241343554018.post-1049491936240178064</id><published>2009-10-12T09:39:00.000Z</published><updated>2009-10-12T09:39:48.853Z</updated><title type='text'>Quais foram as tribos mais poderosas dos EUA?</title><content type='html'>Ao longo da história americana, sobretudo no século 19, à época do Velho Oeste, os valentes povos sioux e apache se destacaram pela resistência à invasão do homem branco e pelo poderio militar. Porém, é praticamente impossível estabelecer, de facto, quais tribos foram "as" mais importantes. "De entre centenas de tribos que habitavam a América do Norte na época da colonização, listar apenas algumas sempre gera discordâncias", explica Colin Calloway, historiador especialista em nativos americanos do Darthmouth College, nos EUA. Mesmo fazendo a ressalva, o estudioso nos ajudou a montar uma linha de frente com os povos que deixaram sua marca nos EUA, enquanto sua terra natal ia sendo violentamente demarcada – actualmente, essas tribos vivem em reservas que nem de longe correspondem ao território que ocupavam originalmente. &lt;br /&gt;: ( &lt;br /&gt;GUERREIROS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os povos mais importantes na desigual luta dos indígenas americanos contra a invasão dos colonizadores brancos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;APACHE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado dos sioux, os apaches foram os que resistiram à dominação do homem branco por mais tempo. Dividiam-se em várias tribos pequenas e nômades, não passando muito tempo no mesmo local. Só se renderam mesmo quando 5 mil soldados dos EUA cercaram o grupo de 50 guerreiros comandados por Gerônimo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMANCHE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os corajosos caçadores de búfalos não combateram apenas os States, chegando a travar brigas feias com espanhóis e até com os apaches. Adquiriram cavalos dos desafetos espanhóis e desenvolveram técnicas de combate a galope para atacar os inimigos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CREEK&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a primeira tribo "civilizada" pelos esforços de George Washington - primeiro presidente dos EUA. Os creeks mantinham comércio intenso com os britânicos e travaram longas guerras para proteger o território contra os americanos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NAVAJO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exímios caçadores, também combateram os invasores espanhóis e americanos com arcos e flechas. Com 220 mil integrantes, os navajos são hoje a segunda nação indígena mais populosa dos EUA, controlando a maior reserva do país, com o tamanho da Irlanda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PUEBLO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo pueblo era bastante hábil no uso do barro, utilizado na construção de vasos e habitações. Suportaram a colonização de espanhóis, mexicanos e americanos, sendo uma das poucas tribos que continuam ocupando as áreas povoadas originalmente &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHEROKEE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maior população indígena dos EUA hoje, com quase 310 mil membros, a nação cherokee acabou incorporando muitos costumes dos colonizadores europeus. Por causa disso, eram conhecidos à época como uma das "Cinco Tribos Civilizadas"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IROQUOIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formavam uma confederação de seis nações indígenas, vivendo democraticamente sob um mesmo governo. Mais tarde, Benjamin Franklin se inspirou no modelo da nação iroquois para elaborar a Constituição dos EUA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHOCTAW&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também fazia parte das "Cinco Tribos Civilizadas", ao lado de cherokees e creeks, citados em nossa lista, e dos povos chickasaw e seminole. Tiveram suas terras desapropriadas para o cultivo de algodão e para habitação dos escravos empregados na lavoura &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SIOUX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formada por índios dakotas, entre outros povos, a grande nação sioux - que significa homens-búfalo - foi a mais aguerrida na defesa de seu território. Como na famosa batalha de Little Bighorn, em 1876, quando, sob o comando do chefe Touro Sentado, liquidaram a 7ª Cavalaria do general Custer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BLACKFOOT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mocassins com sola preta que calçavam lhes renderam o apelido de blackfeet – "pés pretos", em inglês. Se valiam de uma agressiva cavalaria, equipada com armas de fogo, para dominar tribos vizinhas e tocar o terror contra os invasores de pele branca &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHIPPEWA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver à beira dos Grandes Lagos especializou a tribo na pescaria, mas não diminuiu seu poder de fogo. Lutaram ao lado de franceses contra outros indígenas e deram uma força aos ingleses que batalhavam contra a ex-colônia que já se chamava Estados Unidos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MANDAN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais pacíficos, se dedicavam à agricultura. Não&amp;nbsp;à toa, suas vilas tornaram-se grandes centros para comércio de artigos hortifrútis. Como várias tribos, sofreram com epidemias de varíola que dizimaram grande parte da população no século 19&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3684286241343554018-1049491936240178064?l=darkangel78-vidya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/feeds/1049491936240178064/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/10/quais-foram-as-tribos-mais-poderosas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/1049491936240178064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/1049491936240178064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/10/quais-foram-as-tribos-mais-poderosas.html' title='Quais foram as tribos mais poderosas dos EUA?'/><author><name>DarkAngel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15057576399933990509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3684286241343554018.post-3890530269972492732</id><published>2009-10-09T10:19:00.001Z</published><updated>2009-10-09T10:41:45.173Z</updated><title type='text'>Quais eram os principais tipos de gladiador?</title><content type='html'>TRÁCIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia pelo menos seis tipos de gladiadores comuns e outros dois a cavalo. Os trácios eram os únicos a lutar com a sica, uma espada curva. Como usavam um escudo pequeno, eles tinham também chapas de metal para proteger as pernas. O capacete com plumas era outra marca registrada &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SECUTOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Treinado para encarar o retiarius, era um "tanque de guerra" bem protegido. Tinha um grande escudo retangular e capacete mais liso (para não prender na rede do retiarius) e com pequenos buracos para os olhos (para evitar as pontas do tridente). Sua arma era uma espada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIMACHAERI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há poucos registros sobre este tipo de gladiador - os historiadores não sabem ao certo nem quem ele enfrentava nas arenas. Mas, pelo fato de usar só duas espadas, alguns especialistas acreditam que o dimachaeri era um dos gladiadores mais bem treinados &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RETIARIUS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o tipo mais ágil e veloz, mas também o mais indefeso, pois tinha pouca proteção - nem sequer usava capacete. Encarava gladiadores "pesados",como o secutor, usando só uma rede e um tridente. Para finalizar a luta, contava ainda com uma adaga &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MURMILLO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha o apelido de "homem-peixe" por usar um capacete com o desenho de um peixe na lateral. As armas e proteções eram similares às do secutor, podendo variar o escudo. As lutas entre trácios, murmillos e retiarius eram consideradas os verdadeiros clássicos das arenas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOPLOMACHUS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homenageava os guerreiros das falanges gregas, por isso&amp;nbsp;carregava uma lança, que podia ser usada junto com uma adaga ou com uma espada. Tinha boas proteções para o corpo, como o secutor, mas precisava se virar apenas com um pequeno escudo circular&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANDABATI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cavalo, os andabatis se enfrentavam com um capacete com o visor tampado. É isso mesmo, um combate às cegas, sem escudo e portando apenas uma espada! Eles não eram do mesmo nível dos outros gladiadores e serviam mais como um "alívio cômico" durante os jogos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EQUITES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gladiadores montados bem mais sérios que os andabati, combatiam entre si com uma lança e um escudo circular médio. Em alguns duelos, trocavam a lança por uma espada. Os equites podiam lutar em pares ou em grupos - actuando como uma cavalaria &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHERADA DE PEITO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode acreditar: no Império Romano rolava também combates entre mulheres. Aliás, esses duelos eram eventos especiais na programação dos jogos. Alguns pesquisadores acreditam que, para "animar a torcida", as gladiadoras não usavam capacetes e lutavam com pelo menos um seio aparecendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÃO VALIA TUDO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lutas tinham algumas regras e até juiz acompanhando os combatentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GOLPE FINAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poupar a vida de um gladiador era decisão do patrocinador da luta. Mas&amp;nbsp;o publico&amp;nbsp;influenciava. Ao gritar missa, eles pedia que a vida do perdedor fosse poupada; ao berrar jugula, queria ver a execução com um golpe certeiro na jugular! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DE OLHO NO LANCE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouca gente sabe, mas havia uma espécie de juiz, que entrava em acção quando um gladiador estava dominado. O tal "juiz" ouvia do patrocinador dos jogos e do público&amp;nbsp;o veredicto final: se o lutador derrotado devia ser morto ou poupado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UMA MÃOZINHA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta acabava quando um gladiador morria durante o combate. Mas, às vezes, o perdedor era dominado pelo rival ainda com vida. Nessas horas, o gesto de rendição era levantar um dos braços com o dedo indicador para cima. Quando isso rolava, o juiz era acionado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARSENAL MILITAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Armas tradicionais dos legionários romanos também faziam sucesso nas arenas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRIDENTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arma que intimidava e tinha o alcance de uma lança. As três pontas serviam ainda para desarmar o adversário - a lâmina da espada do rival ficava presa entre elas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADAGA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possuía corte nos dois lados da lâmina e uma ponta extremamente afiada. Assim como o gládio, fazia parte do arsenal carregado pelos legionários romanos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESPADA CURVA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Original da Trácia - região entre a actual fronteira da Grécia com a Turquia -, era um pouco mais leve e longa que outras espadas da época, possibilitando cortes rápidos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REDE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha pesos nas bordas, como uma rede de pesca. Funcionava tanto para manter o adversário a distância, como para imobilizá-lo ao ser lançada sobre ele &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GLÁDIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clássica espada romana, o gládio não era muito longo - tinha cerca de 70 cm. Ideal para luta a média distância, era uma arma tanto de corte como de perfuração &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LANÇA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além desta lança - a hasta, que era mais longa -, havia ainda o pilo (um tipo de dardo para arremesso). O equites era o único gladiador que usava o pilo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3684286241343554018-3890530269972492732?l=darkangel78-vidya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/feeds/3890530269972492732/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/10/quais-eram-os-principais-tipos-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/3890530269972492732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/3890530269972492732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/10/quais-eram-os-principais-tipos-de.html' title='Quais eram os principais tipos de gladiador?'/><author><name>DarkAngel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15057576399933990509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3684286241343554018.post-1039783565062253478</id><published>2009-10-07T11:13:00.000Z</published><updated>2009-10-07T11:13:59.911Z</updated><title type='text'>Como é feita a pesca submarina?</title><content type='html'>A pesca submarina é feita sem aparelhos de respiração artificial, mas o mergulhador pode usar armas para abater os peixes. Para evitar a pesca predatória, em portugal é proibido usar cilindro de oxigênio para a prática. A pesca submarina ocorre tanto em rios quanto no mar ou em lagos. Tudo deve ser em apneia, com a respiração presa. Por causa dos perigos, a actividade é hoje considerada um desporto radical. Um dos riscos que o pescador corre é a falta de oxigenação que acomete quem mergulha mais fundo do que deveria. Sem oxigênio, o cérebro perde o controle motor, e o corpo treme como se o mergulhador estivesse dançando. Quem não recebe socorro a tempo desmaia e pode até morrer. A vontade de mergulhar fundo já acompanha o homem há séculos, desde quando os polinésios desgastavam cascos de tartaruga até ficarem transparentes e os usavam como lentes em armações de madeira. Na Antiguidade, o azeite era usado para melhorar a visão, já que a oleosidade altera o índice de refração da água. Até Leonardo da Vinci desenhou um snorkel semelhante aos actuais. Comparadas aos equipamentos modernos de hoje, as invenções do passado parecem história de pescador! :c) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DE TIRAR O FÔLEGO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mergulhador tem que ter paciência, roupas especiais e armas para se dar bem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INSPIRAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aumentar o fôlego e conseguir ficar debaixo d’água por mais tempo, o caçador faz exercícios respiratórios na superfície. A hiperventilação, técnica de respirações lentas e profundas para oxigenar o corpo e expulsar o gás carbônico, garante até quatro minutos de fôlego submarino!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BALÉ SUBMARINO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mergulhador não pode chegar&amp;nbsp;e saltar&amp;nbsp;na&amp;nbsp;água, para não assustar os peixes. Além disso, os movimentos têm que poupar energia. Por isso, ele usa uma técnica chamada golpe de rim, que lembra um balé: prende o fôlego, dobra o corpo ao meio, joga as pernas para o ar e afunda aos poucos.&lt;br /&gt;À ESPERA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto da superfície, a técnica mais usada é a pesca de espera, que exige relativamente pouco esforço, mas muita paciência. O pescador fica imóvel e espera que os peixes curiosos se aproximem. Quando o cardume se aproxima, basta atirar e fazer a festa. Esta caça, também pode ser usada mais no fundo do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INVASÃO DE PRIVACIDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em profundidades intermediárias, uma das técnicas usadas é a caça de toca. O mergulhador vai até a morada de peixes, como badejo e sargo, e ataca pelos lados, para pegar de surpresa. O peixe geralmente é arisco por causa de ataques anteriores. Exemplares maiores podem até matar se na fuga baterem de frente com o caçador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MODA SUBMARINA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mergulhador precisa estar prevenido: a roupa de neoprene protege do frio e de cortes, e máscara, luvas e botas de borracha também são indispensáveis. As&amp;nbsp;barbatanas ajudam a se deslocar. A faca serve para cortar redes ou o cinto de lastro, que dá estabilidade, mas, se pesado demais, impede uma volta à superfície rápida. A boia lá em cima avisa que existe mergulhador por perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DE PASSAGEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo do mar, é comum usar a técnica da pesca de passagem, que visa os peixes que sempre ficam em trânsito, como atum e dourado. Pode acontecer em águas oceânicas a até 70 metros de profundidade. A tática é a mesma da pesca de espera: passou, atirou. As armas precisam ser grandes porque os peixes nessas circunstâncias também são maiores.&lt;br /&gt;TIRO AO ALVO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com gatilhos sensíveis, armas só devem ser carregadas dentro d’água&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARBALETE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas tiras de borracha seguram o arpão. Com o disparar do gatilho, a borracha é solta e o arpão "voa" em direção ao peixe, mas com um fio de náilon junto. Depois do tiro, é só seguir o fio e pegar o peixe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESPINGARDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a arma é carregada, o compartimento de ar comprimido fica sob a pressão de um êmbolo no cano. Na hora do tiro, o ar empurra o êmbolo no sentido contrário e projeta o arpão, também preso por um fio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TIRO AO ALVO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor parte para acertar o peixe é a cabeça, sobretudo o olho, porque a morte é instantânea. Outra região vulnerável é a cauda – o arpão pega a coluna vertebral e desnorteia o bicho. O abdômen, que não prende o arpão, deve ser evitado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3684286241343554018-1039783565062253478?l=darkangel78-vidya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/feeds/1039783565062253478/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/10/como-e-feita-pesca-submarina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/1039783565062253478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/1039783565062253478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/10/como-e-feita-pesca-submarina.html' title='Como é feita a pesca submarina?'/><author><name>DarkAngel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15057576399933990509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3684286241343554018.post-695764025829519822</id><published>2009-10-02T11:13:00.002Z</published><updated>2009-10-02T16:40:07.642Z</updated><title type='text'>Fazer sexo por dinheiro já foi um acto sagrado</title><content type='html'>O costume pode assombrar as mais liberais das&amp;nbsp;raparigas de hoje, mas foi registrado pelo grego Heródoto, no século 3 a.C. Na Babilônia, nenhuma mulher se casava antes de passar pelo templo de Istar, deusa do amor e da fertilidade. Lá, ficava à espera do primeiro homem que lhe jogasse uma moeda. Os mais generosos jogavam três. Mas o que importa é que a mulher não podia recusar o parceiro: para os babilônicos, a deusa ficaria muito ofendida caso a oferta não fosse aceita, e o casamento da jovem não teria o menor futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Heródoto, depois de pegar os trocos, a senhorita deveria tirar a roupa e transar&amp;nbsp;com o estranho ali mesmo, no templo da deusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra pista histórica da fé em Istar é o poema da sacerdotisa Enheduana, filha do rei Sargão de Agade (2334-1179 a.C.), que alertava: “Desde que a senhora Istar desceu à terra do Sem-Retorno / O touro não cobre mais a vaca, o asno não se curva mais sobre a sua fêmea / O homem não se curva para a mulher na rua / O homem dorme em seu aposento / A mulher dorme sozinha”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Deusas" casavam com reis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo período em que mulheres se prostituíam em nome de Istar, devotas de Inana – deusa da fertilidade dos sumérios – encenavam o casamento da divindade. Durante a celebração, que coincidia com o ano novo, uma mulher era escolhida na multidão para representar Inana. E o rei, tido como uma figura divina, transformava-se em Dumuzi, seu amante.&lt;br /&gt;Após os primeiros cânticos, os dois passavam para um aposento à parte, na torre do templo – o zigurate. Lá, a mulher conduzia o monarca. Ela deveria dançar sensualmente, perfumar as coxas com aromas silvestres e deitar seu amante no leito, onde manteriam relações sexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ritual estendeu-se pelo Oriente Médio, até ser incorporado à cultura grega. Inana foi substituída por Afrodite. E a prática passou a ser chamada, entre os gregos, de hieros gamos, ou “sexo sagrado”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexo santo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Os rituais de sexo sagrado foram uma prática comum em diversos povos por quase um milênio. Os relatos mais antigos sobre sacerdotisas-prostitutas estão no épico Gilgamesh, escrito por volta de 2500 mil a.C., em que a deusa adorada é a babilônica Istar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Existem diversas explicações sobre a origem dos rituais sexuais. Uma das mais aceitas é a de que as celebrações derivem dos rituais de casamento de tribos primitivas. Em muitas tribos, a mulher, antes de casar-se, era entregue a um outro homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O povo romano foi o último a ver o sexo como sagrado. As mulheres iam até o templo da deusa Juno Sospita e, em troca de favores, transavam com estranhos. O fim do costume é explicado pela expansão do Império. Durante as guerras, os romanos passaram a&amp;nbsp;idolatrar deuses – protetores dos soldados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3684286241343554018-695764025829519822?l=darkangel78-vidya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/feeds/695764025829519822/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/10/fazer-sexo-por-dinheiro-ja-foi-um-acto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/695764025829519822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/695764025829519822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/10/fazer-sexo-por-dinheiro-ja-foi-um-acto.html' title='Fazer sexo por dinheiro já foi um acto sagrado'/><author><name>DarkAngel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15057576399933990509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3684286241343554018.post-7860654424456965663</id><published>2009-10-01T12:15:00.001Z</published><updated>2009-10-01T12:23:52.082Z</updated><title type='text'>O outro Jesus</title><content type='html'>A Bíblia não diz por onde andou o filho de Maria dos 13 aos 29 anos de idade. Lendas e histórias cultivadas na oralidade e transcritas para livros antigos têm a resposta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem sábio anda pelo mundo curando doentes e fazendo milagres enquanto prega uma mensagem de paz e amor ao próximo. Parece familiar? Bom, você não é o único que se lembrou de Jesus. Mas essa também é a história de Yus Asaf, curandeiro misterioso que visitou a Caxemira no século 1. E também a lenda de Issa, andarilho que estudou anos com sábios na Índia e no Tibete em busca da iluminação. Ou de Apolônio e de um certo budista. Todos são personagens que viveram no Oriente Médio na época de Cristo e têm biografias repletas de feitos espetaculares e mensagens de sabedoria. São tantas semelhanças que há quem acredite tratar-se todos da mesma pessoa. O que responderia um dos grandes mistérios do cristianismo, a chamada vida secreta de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, há algo oculto na biografia do Messias. Ninguém sabe onde ele esteve e o que fez dos 13 aos 29 anos. O Novo Testamento só menciona seu nascimento e uma aparição aos 12 anos, quando ele discute teologia com sábios do Templo de Jerusalém. “Depois disso, há um salto no tempo, e Cristo reaparece já com 30 anos sendo batizado por João, antes de começar sua pregação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ausência de dados não surpreende os estudiosos da Bíblia. “Os evangelhos não têm uma preocupação histórica, pois foram escritos para anunciar uma mensagem religiosa”. Essa lacuna, no entanto, deu margem a várias especulações, como a de que Jesus passou 17 anos peregrinando pelo mundo. No roteiro, teria visitado a Índia, o Tibete, a China, a Pérsia (atual Irã) e países vizinhos. Alguns defendem que ele chegou até mesmo ao Japão e à Inglaterra. Em cada lugar, o Messias teria convivido com reis, sábios e homens santos de antigas tradições, sempre em busca dos fundamentos e lições de outras religiões e povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pesquisador russo Nicholas Notovich, autor do livro A Vida Desconhecida de Jesus, foi um dos principais defensores dessa teoria. No século 19, ele apresentou manuscritos antigos que narravam a vida de Issa, homem santo que, “ao completar 14 anos, deixou a casa dos pais, em Jerusalém, e partiu com um grupo de mercadores”. Notovich dizia ter encontrado os documentos num mosteiro tibetano e defendia que aquele homem era Jesus. Na opinião dos estudiosos da Bíblia, esse tipo de associação não faz sentido e deve ser encarada com muita cautela. “As religiões da Índia diferem muito das que surgiram no Oriente Médio. Logo, não tem fundamento relacionar Jesus a essas lendas”. De fato, não existem provas concretas da vida de Jesus, muito menos de todas essas histórias. Mas também não existem provas em contrário.&lt;br /&gt;No rastro do Messias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheça alguns dos homens cuja identidade se confunde com a de Jesus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yus Asaf, o curandeiro&lt;br /&gt;No século 1, o andarilho Yus Asaf (“líder dos curados”, em persa), percorreu o Oriente Médio, realizando milagres e curas semelhantes aos de Jesus. Segundo essa versão, ele não teria morrido na cruz: aos 33 anos, teria seguido para o norte da Índia, onde viveria até os 120 anos. Seu suposto túmulo, em Srinagar, atrai peregrinos até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Origem: Caxemira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes: Tahrik-i-Kashmir (“História da Caxemira”) e a escritura hindu Bhavishya Mahapurana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem acredita: seguidores da seita ahmadi, uma corrente do islã, e alguns adeptos do hinduísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apolônio, Da Capadócia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendas e livros antigos contam que Apolônio foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu de uma virgem e partiu jovem para conhecer o mundo. Controlava as leis da natureza, curava doentes e conseguia até evitar guerras. Apesar das coincidências, seu nome era Apolônio, da Capadócia (atual Turquia). Morreu em Éfeso, aos 100 anos. Só faltou ser na cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Origem: Capadócia (atual Turquia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes: A Vida de Apolônio, livro do século 3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem acreditava: pagãos do Império Romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um botisatva budista&lt;br /&gt;Uma lenda indiana diz que, para salvar Jesus da perseguição do rei Herodes, seus pais foram para o Egito. No caminho, ele teria convivido com budistas em Alexandria. O contato de Jesus com o budismo também está em A Vida de São Issa. Escrito no século 2, o texto fala de um profeta de Jerusalém que estudou num mosteiro do Nepal. Até hoje, budistas consideram Jesus um botisatva, “homem iluminado”, em sânscrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Origem: Egito, Índia e Tibete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes: A Vida de São Issa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem acredita: alguns budistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Issa, o profeta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Alcorão conta que o filho de Maria nasceu num dia de sol, na sombra de uma tamareira. Nesse livro, Jesus é conhecido como Issa, profeta da linhagem iniciada por Abraão e concluída por Maomé. Nessa versão, o suposto Jesus também não morre na cruz. “Não sendo, na realidade, certo que o mataram nem o crucificaram, mas o confundiram com outro”, diz o versículo 157, da 4ª surata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Origem: Oriente Médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Alcorão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem acredita: muçulmanos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3684286241343554018-7860654424456965663?l=darkangel78-vidya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/feeds/7860654424456965663/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/10/o-outro-jesus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/7860654424456965663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/7860654424456965663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/10/o-outro-jesus.html' title='O outro Jesus'/><author><name>DarkAngel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15057576399933990509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3684286241343554018.post-3077624556745601975</id><published>2009-09-29T09:45:00.005Z</published><updated>2009-10-01T09:50:41.638Z</updated><title type='text'>Vírus da gripe: Falsa inocência (artigo publicado em 1987)</title><content type='html'>O vírus da gripe foi o que mais matou no século XX. Ele usa disfarces para enganar o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior assassino entre todos os vírus não é o HIV nem o tão temido ebola. Você o conhece muito bem. Provavelmente já foi sua vítima. O influenza, que provoca a gripe, pode dar origem a complicações sérias como a pneumonia, especialmente em crianças e idosos, e levar à morte. Esperto, ele&amp;nbsp;disfarça-se a cada investida, como um bandido que não quer ser reconhecido. Assim, sorrateiramente, engana as defesas do organismo e causa as epidemias que fazem parte do nosso cotidiano, marcadas por narizes escorrendo, espirros, dores pelo corpo e muita, muita indisposição. Três tipos de influenza já foram identificados pelos cientistas: A, B e C. Mas só os dois primeiros atacam o homem. O outro faz vítimas entre animais, como a galinha e o porco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em lugar de óculos escuros, esses biomalandros se aproveitam da capacidade de alterar levemente uma proteína de sua superfície, a hemaglutinina, para se camuflar. Como as células de defesa só guardam a aparência da invasão anterior em sua memória, deixam o novo intruso fazer a festa. É por isso que todos os&amp;nbsp;anos as vacinas contra a gripe são diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas às vezes o influenza se programa para metamorfoses radicais. Aí, ele vira um supervírus, muito mais feroz. Numa dessas transformações, mais de 20 milhões de pessoas morreram numa pandemia – epidemia que se espalha mundialmente – em 1918, a da gripe espanhola. Escaldada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) monitora cada passo do vírus. “Hoje é difícil que uma pandemia volte a acontecer”, avalia a virologista Terezinha Maria de Paiva, do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. O assassino não foi preso, mas está sob vigilância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perseguição ao espirro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabricar todo ano uma vacina contra a gripe não é fácil. Um exército instalado em 110 laboratórios de 82 países persegue os vírus mutantes dia e noite. É a Rede de Vigilância Epidemiológica do Vírus da Gripe, que colhe amostras de células de narizes mundo afora e as manda para institutos autorizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Depois de analisadas, elas seguem para a sede da OMS, na Suíça, que faz a fórmula da vacina a ser aplicada no inverno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O massacre dos inocentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de 1997 o mundo escapou por pouco de outra pandemia de gripe, como as que aconteceram em 1918, 1957 e 1968. Em Hong Kong, na China, um novo subtipo do influenza começou a ser transmitido de galinhas para humanos. Dezoito cidadãos foram infectados, seis morreram. Por sorte, as autoridades identificaram rapidamente o vírus e ordenaram que todas as galinhas da região – 1,3 milhão – fossem exterminadas, Sem dó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro registro histórico sobre a gripe foi feito em 412 a.C. pelo grego Hipócrates, o pai da Medicina. O nome influenza vem do italiano e surgiu porque se achava que a doença era causada pela influência do vento frio do inverno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fábrica perigosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A supergripe de 1918 nasceu da combinação de duas outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Um vírus de aves infectou os porcos, que, assim como o homem, também são suscetíveis à doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Os vírus que circulavam entre os humanos e que não matavam com freqüência também infectaram os suínos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Dentro do porco, os dois vírus se combinaram e originaram um supervírus, cuja molécula de hemaglutinina era completamente diferente da dos vírus que normalmente atacavam o homem. A gripe provocada por esse novo vírus, muito mais perigoso, causou a pandemia conhecida como gripe espanhola.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3684286241343554018-3077624556745601975?l=darkangel78-vidya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/feeds/3077624556745601975/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/09/virus-da-gripe-falsa-inocencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/3077624556745601975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3684286241343554018/posts/default/3077624556745601975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://darkangel78-vidya.blogspot.com/2009/09/virus-da-gripe-falsa-inocencia.html' title='Vírus da gripe: Falsa inocência (artigo publicado em 1987)'/><author><name>DarkAngel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15057576399933990509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
